O Brasil, um dos maiores produtores mundiais de laranja, deve registrar uma colheita menor na safra 2025/26, segundo projeções atualizadas do Fundecitrus, o Fundo de Defesa da Citricultura. A entidade, responsável por monitorar a atividade citricultora no país, revisou para baixo suas estimativas, apontando para uma produção de 306,7 milhões de caixas da fruta. Essa projeção representa uma queda de 2,5% em comparação com a estimativa divulgada em maio deste ano, o que equivale a uma redução de aproximadamente 8 milhões de caixas.
O principal fator por trás dessa diminuição é o avanço do greening, uma doença crônica que afeta pomares em todos os países produtores de citrus. O greening compromete a saúde das árvores, reduzindo a produtividade e a qualidade das frutas. De acordo com o Fundecitrus, o problema tem se intensificado nos últimos anos, impactando diretamente a capacidade de colheita nos principais polos citricultores brasileiros.
Além do greening, outros elementos contribuem para o cenário desafiador. A seca prolongada em regiões produtoras tem agravado as condições das plantações, limitando o desenvolvimento das laranjas. Somado a isso, o ritmo lento da colheita, influenciado por fatores climáticos e logísticos, deve resultar em uma oferta menor no mercado nacional e internacional.
Apesar de o tamanho das frutas permanecer praticamente estável em relação a safras anteriores, a combinação desses obstáculos deve afetar não apenas a quantidade disponível, mas também os preços da laranja. Analistas preveem que a redução na oferta possa elevar os custos para consumidores e indústrias processadoras, como as de suco de laranja, que dependem fortemente da produção brasileira.
Esse panorama reflete desafios mais amplos no setor agrícola do país, onde doenças como o greening demandam investimentos contínuos em pesquisa e manejo sustentável. O Fundecitrus enfatiza a necessidade de medidas preventivas para mitigar os impactos futuros, garantindo a competitividade do Brasil no mercado global de citrus.