O mercado pecuário no Brasil fechou a semana com estabilidade na maior parte das regiões monitoradas. De acordo com a Scot Consultoria, das 33 praças analisadas, 19 não registraram variações no preço do boi gordo nesta sexta-feira (12/9), indicando um equilíbrio geral entre oferta e demanda.
Em contrapartida, 12 regiões apresentaram quedas nas cotações, enquanto apenas duas tiveram altas: Pelotas (RS) e Espírito Santo. Nas praças de referência como Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o boi gordo manteve-se cotado a R$ 312 por arroba para pagamento a prazo, refletindo a resistência do setor apesar das pressões.
Ao longo da segunda semana de setembro, as cotações do boi gordo, da novilha e do “boi China” sofreram reduções, impulsionadas por uma oferta confortável que atendeu à demanda sem dificuldades. Isso permitiu que alguns compradores estendessem suas escalas de abate, desacelerando as negociações no mercado.
Nesta sexta-feira, parte da indústria frigorífica optou por se abster das compras, aguardando uma melhor definição dos preços e do fluxo de vendas de carne. Os compradores que permaneceram ativos atuaram com cautela, com alguns reduzindo ofertas, mas a ponta vendedora manteve-se firme em suas posições.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) observa que os frigoríficos continuam pressionando por reduções de preços, enquanto muitos pecuaristas resistem. As escalas de abate se alongaram em diversas regiões, contribuindo para a estabilidade geral.
De modo geral, o mercado segue estável, com a maioria dos negócios mantendo os mesmos patamares, embora a semana tenha registrado algumas quedas pontuais, conforme destacado pelo Cepea em nota oficial.