O Serviço Nacional de Saúde, Segurança e Qualidade Agroalimentar (SENASICA) do México confirmou neste domingo um novo caso de bicheira-do-Novo-Mundo (NWS) em Sabinas Hidalgo, Nuevo León, localizado a menos de 113 km da fronteira entre o México e os Estados Unidos, conforme informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
O USDA anunciou que está analisando todas as novas informações relacionadas ao caso recente em Nuevo León e que buscará todas as opções disponíveis para liberar moscas estéreis na região, se necessário, como medida para conter a propagação da praga.
A bicheira-do-Novo-Mundo é uma mosca parasita cujas larvas se alimentam de tecido vivo de animais e, em casos raros, de humanos, causando feridas graves que podem ser fatais. As larvas entram por feridas ou mucosas, crescendo e provocando danos significativos à saúde.
Essa praga foi erradicada nos Estados Unidos na década de 1960, mas surtos recentes na América Central e no México têm gerado preocupação com a possibilidade de reintrodução, devido ao impacto devastador na pecuária e na saúde pública.
Em agosto, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA confirmou um caso de NWS, também conhecida como mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax), em um paciente que retornou de uma viagem a El Salvador. Na mesma época, a agência Reuters reportou um possível caso em Maryland, embora não tenha sido confirmado pelo governo americano.
O USDA estima que um surto de mosca-da-bicheira poderia custar US$ 1,8 bilhão à economia do Texas, o maior estado produtor de gado do país, incluindo perdas por mortes de animais, custos de mão de obra e gastos com medicamentos.