Os preços dos feijões-carioca e preto registraram altas generalizadas, conforme indicam os levantamentos mais recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Essa tendência reflete dinâmicas de oferta e demanda que afetam o setor agrícola brasileiro, com impactos potenciais na economia doméstica.
Na sexta-feira (19/9), o feijão-carioca de melhor qualidade foi cotado a R$ 254,04 por saca no noroeste de Minas Gerais, representando um aumento diário de 1,01%. Esse movimento ascendente é impulsionado por uma procura aquecida no mercado, aliada à postura firme dos produtores, que buscam negociar novos lotes a valores mais elevados.
Além disso, a oferta de grãos com padrão superior está reduzida, o que contribui para a sustentação dos preços do feijão-carioca. Produtores têm relatado dificuldades em atender à demanda sem comprometer a qualidade, o que reforça a tendência de valorização no curto prazo.
Já o feijão-preto apresentou cotação de R$ 134,35 por saca no sul do Paraná, com uma alta de 1,37% em relação ao dia anterior. O mercado para esse tipo de grão é sustentado principalmente pela necessidade de demandantes em repor estoques durante o período de entressafra, quando a disponibilidade natural diminui.
Apesar da reação positiva nos preços, os valores do feijão-preto permanecem próximos ou ligeiramente abaixo das médias registradas pelo Cepea desde setembro de 2024. Isso sugere uma estabilidade relativa, mas com potencial para variações conforme a entressafra avança.
No campo, a colheita da terceira safra 2024/25 está na reta final, com produtores já iniciando o semeio do primeiro ciclo de 2025/26. Essa transição pode influenciar a oferta futura, dependendo das condições climáticas e das decisões de plantio em regiões chave como Minas Gerais e Paraná.