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sexta-feira , 6 março 2026
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Governo destina R$ 18 milhões para mitigar crise alimentar no Amapá

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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) anunciou a liberação de mais de R$ 18 milhões em recursos extraordinários para atender à emergência nas lavouras do Amapá. A medida visa reforçar a segurança alimentar e nutricional das populações afetadas pela vassoura-de-bruxa, uma doença que compromete a produção agrícola local. Essa iniciativa reflete a resposta governamental a uma crise que ameaça a subsistência de comunidades vulneráveis, especialmente indígenas e agricultores familiares.

A vassoura-de-bruxa é causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae e provoca o crescimento de brotos finos e secos nas plantas, com impacto severo sobre a mandioca, que é a principal cultura atingida no estado. Muitas roças precisaram ser destruídas para conter a propagação da doença, deixando famílias sem acesso ao seu principal alimento e fonte de renda. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já decretou emergência fitossanitária no Amapá devido à gravidade da situação.

Os recursos, liberados pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan/MDS), serão aplicados em diversas frentes de apoio. Entre elas, destacam-se o suporte à Defesa Civil para a distribuição de cestas emergenciais de alimentos a indígenas e agricultores familiares, além da compra e entrega de farinha de mandioca no Oiapoque. Essas ações visam garantir o suprimento mínimo durante o período crítico de transição.

Além disso, o investimento abrange projetos produtivos por meio do Programa Fomento Rural e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Essas iniciativas buscam restabelecer alternativas sustentáveis de produção e renda no campo, promovendo a recuperação das áreas afetadas. A coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos da Sesan, Elisângela Sanches Januário, enfatizou a importância dos recursos para mitigar a insegurança alimentar e apoiar as comunidades tradicionais.

De acordo com Elisângela Sanches Januário, o MDS atuará diretamente para preservar a cultura alimentar local e apoiar a subsistência das populações mais vulneráveis, sobretudo dos povos indígenas. Ela destacou que a entrega de cestas de alimentos e de farinha assegura o suprimento essencial enquanto programas de recuperação produtiva, como o Fomento Rural e a assistência técnica, são implementados.

A doença apresenta risco de disseminação rápida, com expansão em direção ao Pará, o maior produtor nacional de mandioca, e potencial para atingir outras regiões. As medidas do MDS são consideradas estratégicas para garantir a transição e a segurança alimentar até que a produção seja restabelecida de forma sustentável.

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