Um grupo de búfalos flagrado tomando banho no Rio Pinheiros, na região de Santo Amaro, em São Paulo, no dia 15 de setembro, chamou a atenção nas redes sociais e surpreendeu motoristas e pedestres na Marginal. As imagens dos animais dentro d’água e circulando pelas margens do rio geraram curiosidade e debates online, destacando um episódio incomum em uma das vias mais movimentadas da capital paulista.
A situação foi resolvida por meio de uma atuação conjunta da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), da Prefeitura de São Paulo, e da Defesa Agropecuária, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. Equipes foram enviadas ao local e identificaram que os búfalos pertenciam a uma criação de subsistência, sem registro oficial no sistema informatizado de gestão animal e vegetal (Gedave).
Para regularizar o rebanho, veterinários realizaram o cadastro dos animais e orientaram a responsável sobre a necessidade da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório que rastreia a origem e o destino dos rebanhos durante deslocamentos. Essa medida atende às normas estaduais e garante o controle sanitário adequado.
Especialistas alertaram para os riscos envolvidos, incluindo potenciais ameaças à saúde dos animais e à segurança de quem circula na área. Rogério Junqueira, médico-veterinário e diretor do departamento da Defesa Agropecuária em Santos, responsável pela Região Metropolitana de São Paulo, explicou que o cadastro e a GTA são essenciais para monitorar os movimentos dos animais e prevenir irregularidades.
Os búfalos passaram por uma avaliação clínica completa, incluindo vacinação e vermifugação, como parte do protocolo para assegurar o bem-estar e prevenir a transmissão de doenças entre rebanhos. Toda a documentação foi emitida em conformidade com o Decreto Estadual 45.781/2001, que exige o registro de propriedades pecuárias para permitir a circulação legal e o acompanhamento sanitário.
Com os procedimentos concluídos, o grupo foi transferido para um haras em Suzano, na Grande São Paulo, onde receberão manejo adequado, com alimentação, espaço e monitoramento veterinário regular. Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, destacou a rapidez da ação para proteger os animais e evitar prejuízos à saúde pública.
O episódio, embora tenha ganhado tom bem-humorado nas redes, reforça a importância das políticas públicas de vigilância agropecuária, demonstrando como ações coordenadas entre município e estado podem resolver incidentes inesperados de forma eficiente.