A empresa global de serviços financeiros StoneX divulgou seu relatório mensal de outubro com uma leve atualização nas estimativas para a safra 2025/26 de soja no Brasil. De acordo com o documento, a produção esperada da oleaginosa subiu 0,3% em relação ao reporte de setembro, passando de 178,1 milhões de toneladas para 178,6 milhões de toneladas. Esse ajuste modesto reflete o estágio inicial da safra, mas já incorpora perspectivas positivas baseadas em condições climáticas atuais.
Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, explicou que o pequeno incremento se deve ao fato de a safra estar apenas começando em muitas regiões produtoras. Ele destacou que o clima tem sido favorável para o avanço dos trabalhos de campo, o que eleva as expectativas para um desenvolvimento dentro de uma janela ideal. “Embora o plantio esteja apenas começando em boa parte das regiões produtoras, temos visto um clima favorável para o avanço dos trabalhos de campo, o que aumenta as esperanças com relação a um desenvolvimento dentro de uma janela ideal”, afirmou Bulascoschi.
Para o milho de primeira safra 2025/26, a estimativa permaneceu inalterada em relação ao mês anterior, mantendo-se em 25,6 milhões de toneladas. O analista observou que o cultivo ainda está em fase incipiente ou de semeadura em diversos pontos do país, mas o cenário geral é positivo quanto à janela de plantio. Isso sugere uma estabilidade nas projeções iniciais, sem necessidade de revisões por enquanto.
Bulascoschi também mencionou que, a partir da estimativa de novembro, a StoneX começará a incluir projeções para a produção de milho de segunda safra. Essa adição permitirá uma visão mais completa do balanço de milho para o próximo ano, auxiliando produtores e investidores a planejarem com maior precisão.
Essas atualizações da StoneX são relevantes para o setor agrícola brasileiro, que influencia diretamente a economia nacional. Com a soja e o milho sendo commodities chave, variações nas estimativas podem impactar mercados globais e políticas de exportação, embora o tom cauteloso do relatório indique que ajustes mais significativos ainda dependem do progresso da safra.