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sexta-feira , 6 março 2026
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Projeto Dêfarm: bioinoculantes impulsionam agricultura sustentável na Amazônia

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Uma pesquisa inovadora está fortalecendo o crescimento de culturas agrícolas na Amazônia por meio de sistemas agroflorestais, utilizando bioinoculantes – microrganismos benéficos para o desenvolvimento das plantas. O projeto Dêfarm desenvolveu e testou combinações de bioinsumos em mudas de dendê, cacau e açaí no município de Tomé-Açu, no Pará. Essa iniciativa é considerada pioneira pelos envolvidos e busca promover práticas mais sustentáveis na região.

O estudo é conduzido pela Unidade Embrapii Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa), localizada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, em parceria com a Natura e a Solubio. De acordo com Layssa Aline Okamura, coordenadora da Unidade Embrapii e chefe de pesquisa do ISI Biomassa, o objetivo é melhorar a saúde do solo e das plantas desde a fase de viveiro, auxiliando agricultores a adotarem métodos regenerativos, especialmente em sistemas que combinam dendê com espécies como açaí e cacau.

Os microrganismos foram multiplicados utilizando tecnologia on farm, produzidos localmente em uma biofábrica instalada no ISI Biomassa. Essa abordagem é destacada como mais acessível, sustentável e de baixo carbono, permitindo a geração de impactos positivos no meio ambiente, nas comunidades locais e no desenvolvimento de produtos alinhados a práticas de consumo responsáveis.

O projeto recebeu um investimento total de R$ 1,4 milhão, com quase 50% provenientes de recursos não-reembolsáveis da Embrapii. Envolveu nove pesquisadores de diferentes áreas, resultando em dados inéditos sobre a resposta de mudas em fase de estufa à aplicação de consórcios microbianos.

Para a indústria, o Dêfarm demonstra a viabilidade de soluções biológicas que podem ser replicadas e escaladas em diversos contextos. Já para a sociedade e o meio ambiente, contribui com a redução do uso de insumos químicos, o fortalecimento da agricultura regenerativa, a conservação da biodiversidade e do solo, além de promover geração de renda e autonomia para agricultores amazônicos.

Em 2025, a iniciativa foi vencedora na categoria Projetos de Valor – P&D, do Prêmio Embrace da Natura, reconhecendo seu potencial transformador.

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