Os contratos futuros de café arábica com vencimento para dezembro registraram uma leve queda de 0,33% na manhã desta segunda-feira (6/10), sendo cotados a US$ 3,8940 por libra-peso na bolsa de Nova York. Essa movimentação ocorre após o fechamento em alta na semana anterior, influenciado por preocupações persistentes com o clima no Brasil.
De acordo com a análise da Barchart, os futuros do arábica alcançaram a máxima de duas semanas na última sexta-feira. Apesar da atual retração, os preços mantêm-se em níveis elevados para a commodity, sustentados pelas condições climáticas adversas. “Preocupações com o clima seco no Brasil durante a fase crítica de floração da produção de café estão elevando os preços do café”, destaca o boletim da Barchart.
Enquanto isso, os contratos futuros de cacau com vencimento para dezembro caem 0,24%, negociados a US$ 6.172 na bolsa de Nova York. Essa trajetória de declínio persiste, penalizada pela expectativa com o início da safra 2025/26 e pela redução na demanda pela amêndoa.
Adilson Reis, analista de mercado, explica que a elevação recente dos preços tornou os derivados de cacau inacessíveis para a indústria de chocolates, forçando substituições por outros produtos. “Devido à elevação recente dos preços, os derivados de cacau ficaram inacessíveis para a indústria de chocolates. Ela então foi obrigada a substituir o cacau por outros produtos”, ressalta o especialista.
Em contraste, os contratos futuros de açúcar demerara operam em alta de 1,52%, com os papéis de vencimento em março cotados a 16,71 centavos de dólar por libra-peso. Já os contratos de algodão mostram estabilidade, com uma variação positiva de apenas 0,06%, e os papéis com entrega para dezembro avaliados em 65,33 centavos de dólar por libra-peso.
Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) apresentam uma queda significativa de 2,36%, com os papéis mais negociados, de vencimento em novembro, cotados a US$ 2,2745 por libra-peso. Essas oscilações no mercado de commodities refletem uma combinação de fatores climáticos e de demanda global, impactando as cotações em Nova York.