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sexta-feira , 6 março 2026
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Exportações brasileiras de carne bovina superam tarifas dos EUA e batem recordes

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As exportações de carne bovina do Brasil alcançaram novos patamares históricos em setembro, com um faturamento de US$ 1,920 bilhão e um volume de 373.867 toneladas. Esses números representam aumentos de 49% em receita e 17% em volume em comparação ao mesmo período de 2024, conforme dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO). O desempenho destaca a resiliência do setor agropecuário brasileiro diante de desafios comerciais internacionais, incluindo tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos.

Apesar das sobretaxas americanas, o Brasil manteve os Estados Unidos como o segundo maior importador de sua carne bovina. No entanto, as vendas para o mercado norte-americano registraram uma queda de 41% em setembro, totalizando US$ 102,9 milhões. Especificamente, as exportações de carne in natura caíram 58%, para US$ 42,2 milhões, enquanto as de carne industrializada recuaram 20%, atingindo US$ 30 milhões. Já as vendas de sebo e gorduras bovinas diminuíram 7%, somando US$ 30,5 milhões.

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o setor acumulou uma receita de US$ 12,759 bilhões, um crescimento de 35,8%, e exportou 2.349.077 toneladas, com alta de 18,7%. Esses resultados demonstram a expansão contínua das exportações brasileiras, impulsionada pela diversificação de mercados e pela adaptação a barreiras comerciais. A China se consolidou como o principal destino, respondendo por 47,2% do total, com compras de US$ 6,021 bilhões, um aumento de 46,2%, e 1.135.786 toneladas, alta de 21,8%. Deste volume, 53% correspondeu a carne in natura.

A União Europeia emergiu como um mercado em ascensão para os produtos brasileiros. Em setembro, os países do bloco importaram 15.322 toneladas de carnes e derivados, gerando US$ 131,7 milhões em receita, o que representa um crescimento de 106% em relação ao ano anterior. O preço médio da carne bovina in natura alcançou US$ 8.739 por tonelada nesse período. No acumulado do ano, a União Europeia adquiriu 83.679 toneladas, com faturamento de US$ 676 milhões, um incremento de 63,5%, posicionando-se como o terceiro maior mercado para o Brasil.

Entre os principais compradores no período de janeiro a setembro, os Estados Unidos mantiveram a segunda colocação, com 593.118 toneladas (aumento de 50,7%) e US$ 1,708 bilhão (alta de 55,1%). Outros destaques incluem o México, com 94.266 toneladas (crescimento de 195%) e US$ 513,31 milhões (aumento de 251%), seguido pelo Chile, com 90.910 toneladas (alta de 17,5%) e US$ 497 milhões (crescimento de 37%). A Rússia também registrou avanços, com 85.082 toneladas (aumento de 31%) e US$ 364,93 milhões (alta de 59%).

No total, 130 países ampliaram suas importações de carne bovina brasileira, enquanto 48 reduziram as compras, refletindo uma tendência de expansão global do setor. Esses dados da ABRAFRIGO ilustram como o Brasil tem navegado por cenários de tensão comercial, como as tarifas dos EUA, ao explorar novas oportunidades em mercados como a China e a União Europeia.

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