A Raízen, uma das principais empresas do setor de energia e agronegócio no Brasil, foi informada por seus acionistas controladores sobre discussões em curso relacionadas a alternativas de capitalização. Essas avaliações visam fortalecer a estrutura de capital da companhia e apoiar sua estratégia de longo prazo, conforme divulgado em fato relevante na última sexta-feira.
Em resposta a uma reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, que mencionava a venda de bonds da Raízen por temores de perda de grau de investimento, a empresa esclareceu que não considera qualquer forma de reestruturação de dívida ou pedido de recuperação judicial ou extrajudicial. A companhia enfatizou sua posição financeira sólida, destacando a manutenção de uma robusta reserva de caixa.
Ao final do primeiro trimestre da safra 2025/26, a Raízen reportou disponibilidades de R$ 15,7 bilhões, além de R$ 5,5 bilhões equivalentes a US$ 1,0 bilhão em linhas comprometidas de crédito rotativo disponíveis. Esses recursos são parte de uma estratégia de gestão financeira focada na otimização do perfil de endividamento e da estrutura de capital, garantindo estabilidade operacional.
Os acionistas controladores continuam avaliando opções para capitalizar a empresa, com o objetivo de reforçar sua resiliência em um cenário econômico volátil. A Raízen reafirma o apoio de seus parceiros e o compromisso com a transparência, prometendo divulgar informações relevantes ao mercado de forma tempestiva.
Apesar dos rumores no mercado financeiro, a companhia destaca a solidez de suas operações, que abrangem desde a produção de etanol até a distribuição de combustíveis. Essa abordagem reflete uma gestão prudente, alinhada com as demandas do setor, e busca mitigar riscos associados à dívida sem recorrer a medidas drásticas.