As lavouras de milho nos Estados Unidos mantêm condições favoráveis, com 66% das áreas classificadas como boas ou excelentes, conforme análise da Grão Direto baseada em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Esse índice supera as expectativas iniciais de 65%, indicando um potencial produtivo robusto para a safra atual.
O relatório aponta que a colheita deve progredir rapidamente, podendo ultrapassar 25% da área total projetada, impulsionada por previsões de clima mais seco e quente. Essa aceleração deve ampliar a oferta nas próximas semanas, embora a demanda aquecida pelo milho norte-americano continue sustentando os preços no mercado internacional.
No Brasil, as exportações de milho registram um leve aumento recente, mas permanecem abaixo da média histórica para o período. Os compromissos firmados até agora são significativamente menores em comparação ao ano anterior, o que reflete dificuldades para manter a competitividade frente a concorrentes como Argentina e Estados Unidos, que oferecem preços mais baixos.
A análise da Grão Direto destaca que a concorrência argentina deve se intensificar a partir de dezembro, com o avanço da colheita e maior disponibilidade para exportação, pressionando os prêmios pagos pelo milho brasileiro nos portos. Além disso, o progresso da colheita nos Estados Unidos pode ampliar a oferta global, acentuando a perda de competitividade do produto nacional, especialmente sem suporte adicional do câmbio.
O plantio da primeira safra de milho no Brasil já superou 30% da área prevista, com destaque para o Sul, onde Rio Grande do Sul e Paraná registram avanço acima de 80%. As condições de desenvolvimento das lavouras são adequadas, apesar de déficits hídricos em algumas áreas, e o ritmo segue dentro da média histórica, sinalizando perspectivas positivas.
Nas demais regiões, o plantio em áreas irrigadas tem garantido progresso mesmo com limitações climáticas pontuais. O mercado permanece atento à evolução do clima na América do Sul, particularmente no Brasil e na Argentina, onde atrasos nas chuvas ou reduções na produtividade poderiam sustentar os preços.