De acordo com um levantamento recente realizado pelo Hortifrúti/Cepea, os preços do mamão registraram uma nova queda na última semana, sinalizando possíveis instabilidades no mercado de frutas no Brasil. O estudo, divulgado em 21/10/2025, destaca variações significativas em regiões produtoras chave, o que pode influenciar a economia local e as políticas agrícolas. Essa tendência de desvalorização vem sendo observada em meio a fatores como oferta e demanda, afetando diretamente os produtores rurais.
No Norte do Espírito Santo, uma das principais áreas de cultivo, o mamão havaí do tipo 12-18 foi comercializado a uma média de R$ 1,14 por quilo. Essa cotação representa uma redução de 6% em comparação ao período anterior, conforme apontado pelo Cepea. Essa queda, embora moderada, contribui para a pressão sobre os agricultores da região, que dependem dessa fruta como fonte de renda principal.
Já no Sul da Bahia, outra região importante para a produção de mamão, a variedade formosa sofreu uma desvalorização mais acentuada, de 54%. O preço médio atingiu R$ 1,63 por quilo, o que reflete uma mudança drástica no mercado local. O Cepea atribui essa variação a dados coletados na última semana, destacando como flutuações como essa podem impactar a cadeia de suprimentos e o comércio regional.
O levantamento do Hortifrúti/Cepea é baseado em dados de comercialização reais, coletados de forma sistemática para monitorar o comportamento dos preços no setor hortifrutícola. Essa análise periódica serve como ferramenta essencial para entender as dinâmicas econômicas no agronegócio brasileiro, especialmente em estados como Espírito Santo e Bahia, onde a produção de mamão é vital para a economia local.
Essa volta à queda nos preços do mamão, após possíveis períodos de estabilidade, reforça a necessidade de atenção às políticas públicas voltadas para o apoio ao setor agrícola. Embora o estudo não detalhe causas específicas, os números apresentados pelo Cepea indicam uma tendência que pode requerer intervenções para mitigar impactos sobre produtores e consumidores.