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Mercado de bioinsumos no Brasil atrai empresas europeias e ganha força no agronegócio

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Na ABIM 2025, especialistas destacam ambiente regulatório moderno e potencial agrícola do País, que despertam o interesse de empresas europeias em expandir operações no mercado brasileiro de biocontrole.

Mercado em ascensão

O mercado brasileiro de bioinsumos vive um momento de destaque internacional. Durante a ABIM 2025, principal encontro mundial da indústria de biocontrole, realizada em Basileia (Suíça), o Brasil foi apontado como destino estratégico para empresas europeias que buscam ampliar suas operações no agronegócio sustentável.

Com um mercado avaliado em US$ 1 bilhão, o País já é o maior consumidor global de produtos biológicos, impulsionado pela necessidade dos agricultores em substituir defensivos químicos por soluções naturais mais eficazes. Segundo Fábio Sgarbi, da StrategicAg Consulting, a alta aceitação dos produtores e o ambiente regulatório favorável consolidam o Brasil como referência mundial em biocontrole.

Vantagem regulatória brasileira

Um dos fatores que mais atraem o interesse estrangeiro é o sistema regulatório ágil. Enquanto na Europa um registro de produto pode levar até cinco anos, no Brasil o processo de aprovação de bioinsumos é concluído em cerca de um ano. “O País possui legislação moderna, que permite registrar diretamente o produto formulado, reduzindo o tempo e os custos”, explica Fernando Gasparin, da consultoria Vigna.

Essa agilidade, combinada às condições climáticas que favorecem até três safras anuais em algumas regiões, cria um ambiente ideal para testes, produção e expansão comercial.

Tecnologia europeia e lacuna em P&D

Apesar da liderança em produção e uso, o Brasil ainda apresenta uma lacuna em pesquisa e desenvolvimento de novas moléculas. Essa carência abre espaço para a entrada de empresas europeias com maior capacidade tecnológica e experiência em inovação. “Há uma tendência de consolidação: as empresas que não inovam tendem a desaparecer, dando lugar às que trazem soluções de maior valor agregado”, observa Sgarbi.

Atualmente, menos de 20 companhias investem fortemente em P&D entre as mais de 90 atuantes no país — o que, segundo especialistas, gera uma “commoditização” preocupante e pressiona os preços do setor.

Parcerias estratégicas e desafios

Na ABIM 2025, empresas europeias demonstraram cautela ao planejar sua entrada no Brasil, priorizando parcerias locais e nichos de mercado específicos. “As companhias buscam aliados regionais que conheçam os cultivos e as oportunidades. Esse é o novo movimento do setor”, destaca Ignácio Moyano, da DunhamTrimmer.

Mesmo com regras favoráveis, o principal desafio ainda é o acesso ao mercado. Com mais de 90 players disputando espaço, identificar o parceiro ideal e definir o valor agregado do produto tornou-se essencial para o sucesso das estratégias internacionais.

Perspectivas e futuro do setor

Com a aprovação do Novo Marco Legal de Bioinsumos, o setor espera novos decretos que devem harmonizar e simplificar o processo regulatório. Para Sgarbi, o Brasil se tornará ainda mais atrativo. “Com regras claras e ágeis, o País reafirma sua posição de líder global em biocontrole e inovação agrícola.”

O avanço dos bioinsumos reforça o protagonismo brasileiro no agronegócio mundial, posicionando o País como polo de sustentabilidade, tecnologia e oportunidades no campo.

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