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Em Mato Grosso, empresários e governo se unem para elevar educação pública a novo patamar

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Cuiabá, capital de Mato Grosso, sediou na última quinta-feira um evento que reuniu mais de 700 pessoas, incluindo empresários e banqueiros, no Buffet Leila Malouf. Sob o calor de 37 graus, o encontro não era um show ou festival, mas uma iniciativa para discutir e apoiar filantropia voltada à educação. Organizado pelo Gemte (Grupo Empreendedor Mato Grosso em Evolução), uma entidade sem fins lucrativos criada em 2020 por Guilherme Scheffer, o evento destacou parcerias entre o setor privado e gestores públicos para planejamento estratégico de longo prazo.

O Gemte, com diretoria composta por nomes como Luiz Piccinin, Lorena Lacerda, Álvaro de Carvalho, Marcelo Cintra, Marcos Cruz Júnior e Juliano Bortoloto, foca em auxiliar secretarias de educação na gestão de recursos, sem interferir em projetos pedagógicos. Segundo Scheffer, a organização realiza diagnósticos abrangentes sobre infraestrutura escolar, salários e processos, ajudando gestores públicos sobrecarregados a pensarem em metas de longo prazo. Esse trabalho conjunto resulta em planos como o de dez anos elaborado em parceria com o governo estadual, com objetivos audaciosos até 2032, mantendo um caráter apartidário.

Em apenas quatro anos, os esforços do Gemte geraram impactos significativos. Mato Grosso saltou da 22ª para a 8ª posição no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), especialmente no ensino médio. Além disso, professores da rede estadual recebem até um 15º salário baseado no desempenho dos alunos. A entidade atende escolas ligadas ao governo do estado e a oito municípios, incluindo Chapada dos Guimarães, Diamantino, Barra do Bugres, Canarana, Rondonópolis, Tangará, Sapezal e Campo Verde, com continuidade mesmo após mudanças de prefeitos.

Para sustentar suas operações, o Gemte conta com 23 empresas mantenedoras que doam entre R$ 5 mil e R$ 20 mil mensais. Esses recursos financiam uma equipe executiva, técnicos e consultorias como a Fundação Dom Cabral e a Falconi. A meta é expandir para 70% dos 142 municípios de Mato Grosso até 2035, criando um fundo de R$ 30 milhões similar a um endowment, onde apenas parte dos juros seria usada, visando autossuficiência financeira em dez anos.

O evento em Cuiabá apresentou essas metas a figuras proeminentes do agronegócio e do setor financeiro, como André Esteves, fundador do BTG Pactual. Um leilão com 14 itens, incluindo almoços com Esteves e Guilherme Benchimol, uma raquete de Roger Federer e um touro Nelore, arrecadou mais de R$ 15 milhões entre ingressos e lances. Scheffer enfatizou a importância de Mato Grosso, maior produtor de soja, algodão, rebanho bovino e etanol de milho no Brasil, também liderar em educação, transformando o tema em discussão cotidiana para o desenvolvimento do estado e do país.

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