As usinas do Centro-Sul do Brasil processaram 34,037 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na primeira quinzena de outubro da safra 2025/26, que vai de abril de 2025 a março de 2026. Esse volume representa uma alta de 0,30% em comparação com os 33,937 milhões de toneladas moídos no mesmo período da temporada anterior, conforme dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) nesta quinta-feira, 30.
Durante esse intervalo, 255 unidades produtoras estavam em operação na região, incluindo 234 unidades dedicadas ao processamento de cana, dez empresas focadas na fabricação de etanol a partir de milho e 11 usinas flex. Esse número é ligeiramente inferior às 258 unidades que operavam na safra anterior. Além disso, 12 unidades encerraram a moagem nos primeiros quinze dias de outubro, elevando o total acumulado desde o início da safra para 18 unidades concluídas, contra 12 no ciclo anterior.
A produção de açúcar na primeira quinzena de outubro alcançou 2,484 milhões de toneladas, um aumento de 1,25% em relação aos 2,454 milhões de toneladas registrados na safra passada. No entanto, a proporção de matéria-prima direcionada à fabricação de açúcar diminuiu 3 pontos porcentuais, passando de 51,3% para 48,2%. Esse recuo foi ainda mais acentuado nos estados de São Paulo e Paraná, com quedas de 3,4 e 9,1 pontos porcentuais, respectivamente, segundo destacou a Unica.
De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, desde o início de setembro observa-se uma tendência de redução na proporção de cana destinada à produção de açúcar. Inicialmente concentrado nas unidades do Centro-Oeste, esse movimento agora se intensifica em polos importantes como São Paulo e Paraná, refletindo possíveis ajustes estratégicos no setor.
Na fabricação de etanol, as unidades do Centro-Sul produziram 2,01 bilhões de litros na primeira metade de outubro, sendo 1,24 bilhão de litros de etanol hidratado, com queda de 5,61%, e 771,72 milhões de litros de etanol anidro, com alta de 6,93%. Do total, 18,41% do etanol foi obtido a partir do milho, totalizando 370,56 milhões de litros, um aumento de 4,94% em comparação aos 353,13 milhões de litros do período anterior.
Quanto à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) na primeira quinzena de outubro foi de 158,78 kg por tonelada de cana-de-açúcar, registrando uma queda de 0,96% ante os 160,32 kg por tonelada da safra 2024/2025.