O mercado de commodities agrícolas apresentou variações significativas na bolsa de Nova York nesta sexta-feira (31/10), com destaque para a alta no cacau, impulsionada por fatores de oferta e demanda global. O contrato para dezembro de 2025 encerrou valendo US$ 6.151 mil por tonelada, registrando um aumento de 1,54%, enquanto o vencimento de março de 2026 ficou cotado a US$ 6.250 mil por tonelada, com ganho de 2,41%. Esse suporte às cotações veio principalmente da queda nos estoques certificados pela bolsa, conforme informado pelo Barchart.
A consultoria StoneX destacou em relatório que o mercado global de cacau está em uma fase de recomposição após um desequilíbrio entre oferta e demanda, o que levou a sucessivos recordes de preços. Essa dinâmica reflete desafios mais amplos no setor agrícola, influenciados por condições climáticas e fluxos comerciais internacionais, que podem impactar economias dependentes de exportações como a do Brasil.
No segmento do café arábica, os preços encerraram em estabilidade para o vencimento mais curto, dezembro de 2025, cotados a US$ 3,92 por libra-peso, com uma variação mínima de +0,01%. Embora tenha havido uma queda inicial na abertura da sessão, a tendência se reverteu ao longo do dia. O mercado continua atento aos desdobramentos das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, iniciadas após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
Essas negociações surgem em meio a tarifas impostas pelo governo americano sobre importações de produtos brasileiros, afetando diretamente cadeias como a do café. Essa tensão política pode influenciar não apenas os preços, mas também as relações bilaterais, com implicações para o comércio agrícola global e a economia brasileira, que depende fortemente dessas exportações.
O açúcar também registrou alta na bolsa de Nova York, embora os principais contratos permaneçam abaixo da linha dos 15 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento de março de 2026 fechou em 14,43 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 1,05%, e o de maio de 2026, a 14,05 centavos de dólar por libra-peso, subindo 0,5%. Já o suco de laranja apresentou queda, com o contrato para novembro cotado a US$ 1,68 por libra-peso (-2,31%) e os lotes para janeiro a US$ 1,75 por libra-peso (-1,77%).
Por fim, os preços do algodão fecharam em alta nos vencimentos de prazo mais curto. Os lotes para dezembro de 2025 ficaram cotados a US$ 65,54 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,64%, e para março de 2026, valendo 66,73 centavos de dólar por libra-peso, com variação de +0,06%. Essas movimentações ocorrem em um contexto de volatilidade influenciada por políticas comerciais internacionais, reforçando a interseção entre economia agrícola e decisões políticas globais.