O Indicador do arroz em casca CEPEA/IRGA-RS, que considera 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, registrou uma média de R$ 58,00 por saca de 50 kg em outubro de 2025. Esse valor representa uma queda de 6,2% em relação ao mês anterior, destacando uma tendência de desvalorização no mercado agrícola brasileiro.
Comparado ao mesmo período do ano passado, outubro de 2024, a redução é ainda mais expressiva, com uma diminuição de 51,4% em termos nominais. Esses dados, divulgados pelo Cepea em 5 de novembro de 2025, apontam para um cenário de instabilidade no setor arrozeiro, influenciado por fatores econômicos e regulatórios.
No acumulado do ano de 2025, a queda nominal chega a 43,2%, o que sinaliza desafios persistentes para produtores e agentes do mercado. Essa depreciação contínua pode afetar a cadeia produtiva, desde o cultivo até a distribuição, em um contexto de volatilidade nos preços de commodities agrícolas.
De acordo com o Centro de Pesquisas, os agentes do setor mantêm uma postura cautelosa diante das incertezas relacionadas às medidas anunciadas pela Conab. A Companhia Nacional de Abastecimento, órgão vinculado ao governo federal, tem implementado ações que geram dúvidas sobre seu impacto no mercado, contribuindo para a hesitação entre compradores e vendedores.
Essa cautela reflete preocupações mais amplas no âmbito político, onde políticas agrícolas e intervenções estatais podem alterar o equilíbrio de oferta e demanda. Embora os detalhes das medidas da Conab não sejam especificados nos relatórios recentes, sua influência é evidente na dinâmica atual do preço do arroz, um produto essencial na cesta básica brasileira.
Analistas observam que essa situação pode pressionar o governo a rever estratégias de apoio ao agronegócio, especialmente em um ano marcado por variações econômicas. A manutenção dessa tendência de queda pode exigir respostas coordenadas para estabilizar o setor e mitigar impactos sociais.