Um ciclone extratropical deve impactar diversas regiões do Sul e Sudeste do Brasil entre esta quinta-feira (6) e o próximo domingo (9), trazendo chuvas intensas, ventos severos e uma queda acentuada nas temperaturas. De acordo com especialistas, o fenômeno representa um risco significativo para a população e a infraestrutura local, com potencial para transtornos em áreas urbanas e rurais.
O meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, explica que o sistema começa a se organizar entre o norte da Argentina e o Uruguai nesta noite de quinta. A instabilidade deve alcançar o oeste gaúcho entre o fim da noite e a madrugada de sexta-feira (7), dia identificado como o ponto crítico do evento, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Associado a um sistema de baixa pressão, o ciclone trará risco elevado de temporais, granizo e rajadas de vento superiores a 90 km/h em localidades como Ijuí, Três Passos e São Miguel do Oeste (SC). No litoral norte e médio do Rio Grande do Sul, os ventos podem ultrapassar os 100 km/h, segundo previsões meteorológicas.
O boletim emitido pelo governo gaúcho destaca que o maior risco se concentra nas regiões Noroeste, Norte, Missões e Centro do estado. Há chance de formação de uma linha de instabilidade com potencial para tornados, o que eleva a preocupação com danos materiais e riscos à segurança pública.
Em 24 horas, os acumulados de chuva podem variar entre 50 e 100 milímetros, com picos acima de 150 milímetros nas Missões e no Noroeste do Rio Grande do Sul. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, os volumes devem superar 70 milímetros, podendo provocar alagamentos urbanos e dificuldades no manejo agrícola.
Gabriel Rodrigues alerta que, mesmo sendo um fenômeno relativamente rápido, o volume de água e os ventos fortes podem causar perdas em lavouras em estágios críticos, atrasar colheitas e prejudicar estradas vicinais. Isso afeta diretamente a economia local, com impactos no setor agropecuário.
O governo do Rio Grande do Sul emitiu alerta para possíveis cheias em rios como o Caí e o Paranhana, que podem transbordar em municípios como São Sebastião do Caí, Montenegro, Três Coroas e Igrejinha. Arroios e áreas de relevo acentuado também estão sob risco de enxurradas, demandando atenção das autoridades para medidas de prevenção e resposta rápida.