A China registrou um aumento significativo nas importações de soja em outubro, totalizando 9,48 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 17,2% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram adquiridas 8,09 milhões de toneladas. De acordo com dados preliminares da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc), o valor das compras alcançou US$ 4,36 bilhões, um crescimento de 11,2% na base anual. Esse movimento reflete a dependência contínua do país de suprimentos externos para atender à demanda interna por oleaginosas, em um contexto de relações comerciais internacionais cada vez mais complexas.
No acumulado de janeiro a outubro, as importações chinesas de soja somaram cerca de 95,68 milhões de toneladas, um avanço de 6,4% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. No entanto, o valor total importado nesse período foi de US$ 42,68 bilhões, registrando uma queda de 6,2% em relação a 2024. Esses números destacam variações nos preços globais e nas estratégias de aquisição da China, que influenciam diretamente as dinâmicas políticas e econômicas com grandes exportadores, como Estados Unidos e Brasil.
Em relação aos óleos vegetais, as importações em outubro caíram para 540 mil toneladas, uma redução de 5,6% ante o mesmo mês de 2024, mas o valor gasto subiu para US$ 701,8 milhões, com aumento de 16,4%. No acumulado do ano, o volume chegou a 5,55 milhões de toneladas, uma queda de 6,9%, enquanto o valor total atingiu US$ 6,87 bilhões, alta de 13,5%. Essas discrepâncias entre volume e valor apontam para flutuações nos mercados internacionais, que podem afetar negociações bilaterais e acordos comerciais.
As compras de fertilizantes pela China em outubro somaram 1,36 milhão de toneladas, um crescimento de 23,8% em comparação ao ano anterior, com o valor desembolsado alcançando US$ 509,2 milhões, alta de 49,5%. No período de janeiro a outubro, o total importado foi de 11 milhões de toneladas, uma queda de 3,7% frente a 2024, e o valor somou US$ 3,72 bilhões, recuo de 1,5%. Esses dados sugerem uma priorização estratégica em insumos agrícolas, possivelmente influenciada por políticas internas de segurança alimentar e relações com fornecedores globais.
Por fim, as importações de carnes e miúdos totalizaram 492 mil toneladas em outubro, uma diminuição de 8% em relação a 2024, embora o valor tenha aumentado 8,95%, para US$ 2,07 bilhões. No acumulado dos dez meses, o volume foi de 5,28 milhões de toneladas, recuo de 3,6%, mas o valor total subiu 4,8%, atingindo US$ 19,99 bilhões. Essas tendências revelam ajustes no consumo e no comércio de proteínas, com implicações para parcerias internacionais e debates políticos sobre autossuficiência econômica na China.