Um ciclone extratropical está avançando pelo Brasil, afetando principalmente as regiões Sul e Sudeste, com riscos de tempestades severas, granizo e alagamentos. A Defesa Civil emitiu alertas máximos, solicitando atenção redobrada da população devido às chuvas intensas causadas pelo fenômeno. O sistema, formado pela combinação de uma frente fria e um sistema de baixa pressão no nordeste da Argentina, ganhou força ao cruzar o Sul do país e segue rumo ao Sudeste, impactando diretamente a gestão de emergências nos estados envolvidos.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone começou a se organizar na madrugada desta sexta-feira (7), avançando rapidamente pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No sábado (8), ele deve atingir São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, mantendo o alerta de tempo severo até domingo (9). As previsões indicam rajadas de vento que podem ultrapassar 115 km/h e chuvas acima de 100 mm em 24 horas, especialmente no litoral do Sul e áreas do oeste gaúcho, o que exige coordenação entre autoridades federais e estaduais para mitigar danos.
A Defesa Civil de São Paulo classificou o evento como de nível máximo de risco (vermelho), detalhando velocidades esperadas das rajadas: 115 km/h no Litoral Norte; 110 km/h na Baixada Santista, Vale do Ribeira e Itapeva; 100 km/h na Grande São Paulo, Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira; e 95 km/h em regiões como Presidente Prudente, Marília, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru e Araraquara. Esses ventos têm potencial para causar destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e alagamentos rápidos, conforme alertou a meteorologista Vitória Rosendo, reforçando a necessidade de medidas preventivas por parte dos governos locais.
O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, destacou que o sábado (8) será o dia mais crítico, com risco de granizo e ventos acima de 100 km/h, especialmente entre o Sul e o sul de Mato Grosso do Sul. Há possibilidade de formação de tornados e microexplosões em pontos do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, fenômenos que acompanham sistemas intensos como esse. No domingo (9), a instabilidade se desloca para o norte de Minas Gerais e regiões do Matopiba, mantendo chuvas volumosas e demandando vigilância contínua das autoridades.
Os acumulados de chuva previstos variam por região, com médio acumulado na Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Itapeva, Vale do Paraíba e Litoral Norte; alto acumulado em Araçatuba, Barretos, Ribeirão Preto, Bauru e Araraquara; e muito alto em Presidente Prudente e Marília. Esses volumes aumentam o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas urbanas mapeadas pela Defesa Civil, o que pode sobrecarregar os sistemas de resposta emergencial dos estados.
As autoridades recomendam medidas de segurança à população, como evitar ficar ao ar livre ou próximo de árvores e postes durante as rajadas, recolher objetos que possam ser arremessados pelo vento, não atravessar áreas alagadas e buscar abrigo em locais seguros. Em caso de emergência, deve-se ligar para 199 (Defesa Civil) ou 193 (Bombeiros). O Inmet e órgãos estaduais continuam monitorando o ciclone, que deve perder força no início da próxima semana, mas o alerta permanece válido, destacando a importância da coordenação política para proteção civil.