O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (6), destaca que as condições climáticas na região de Caxias do Sul continuam propícias ao cultivo de morango. Com temperaturas amenas em torno de 20 °C e grande amplitude térmica, o ambiente tem impulsionado o desenvolvimento da cultura. Os produtores mantêm a sanidade das plantas por meio de tratamentos fitossanitários preventivos, utilizando produtos biológicos para combater doenças como oídio, mofo-cinzento e antracnose.
No entanto, o boletim aponta preocupações com a antracnose, conhecida como “flor preta”, que se mostra mais generalizada na área. Em Nova Petrópolis, relatos persistentes indicam a presença de ácaro-rajado, exigindo atenção contínua dos agricultores. Apesar desses desafios, o volume colhido é considerado razoável, embora abaixo das expectativas para o período, o que reflete o impacto das condições fitossanitárias sobre a produtividade.
Em termos de comercialização, os preços variam conforme a localidade e o tipo de venda. Em Gramado, o morango in natura é negociado entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo, enquanto o produto congelado sai por R$ 10,00 por quilo. Já em Nova Petrópolis, houve um aumento em comparação à semana anterior: na venda direta ao consumidor, os produtores recebem de R$ 20,00 a R$ 35,00 por quilo, e para Ceasas, intermediários e mercados, os valores oscilam entre R$ 15,00 e R$ 30,00 por quilo.
Na região de Pelotas, os cultivos de morango estão em fases variadas, desde tratos culturais até a colheita, e apresentam excelente qualidade, com frutos de bom calibre e sabor. Os preços nessa área variam de R$ 12,00 a R$ 27,00 por quilo, beneficiados pela boa performance das plantações. O informativo ressalta que esses fatores contribuem para uma oferta estável no mercado local.
Em Soledade, a radiação solar, as temperaturas e o maior fotoperíodo têm favorecido o desenvolvimento da cultura, resultando em maior produção, oferta e qualidade dos morangos. As cultivares de dias curtos, no entanto, começam a reduzir a produtividade. O manejo sanitário prossegue, com podas leves de limpeza que ajudam a ampliar a rentabilidade, e os preços ao produtor variam de R$ 25,00 a R$ 35,00 por quilo.
Esses dados do boletim da Emater/RS-Ascar indicam um cenário otimista para o setor, apesar dos obstáculos fitossanitários, e reforçam a importância de práticas preventivas para sustentar a produção no Rio Grande do Sul.