A cooperativa Capal concluiu a colheita de cevada com resultados que superaram as expectativas iniciais, registrando uma produção de alta qualidade. Toda a safra foi direcionada à Maltaria Campos Gerais, onde quase 100% do volume deve ser classificado como cevada cervejeira, atendendo integralmente aos padrões necessários para a malteação. Esse desempenho reforça a importância da cevada na cadeia produtiva agrícola do país.
Com uma área cultivada superior a 14 mil hectares, a Capal alcançou um total de 58,7 mil toneladas, o que representa um aumento de 12% em relação à projeção inicial de 52 mil toneladas para a safra 2025. Esse resultado positivo destaca o potencial da agricultura cooperativa no cenário nacional, especialmente em regiões com condições climáticas favoráveis.
Roberto Martins, coordenador regional de Assistência Técnica Agrícola da cooperativa, atribuiu o sucesso ao clima regular durante o inverno. Ele explicou que, apesar de um volume menor de chuvas, estas ocorreram de forma bem distribuída, evitando estresses hídricos nas lavouras. Essa regularidade foi crucial nos momentos críticos do ciclo da cevada, cujo plantio é antecipado em comparação a outras culturas.
A qualidade dos grãos também se destacou, com mais de 90% das cargas apresentando características ideais: grãos grandes, baixo teor de proteína, alto poder germinativo e ausência de micotoxinas. Esses atributos garantem que a produção atenda aos rigorosos padrões da indústria cervejeira, contribuindo para a eficiência do processo de malteação.
Vilmar Schüssler, gerente da Maltaria Campos Gerais, elogiou a produção acima da média e enfatizou o potencial da intercooperação. Ele afirmou que a perspectiva de classificar quase 100% da cevada como cervejeira fortalece as parcerias entre cooperativas. Schüssler ainda observou o crescimento da área cultivada e expressou otimismo para que mais produtores rurais se integrem ao projeto, promovendo maior liquidez tanto para a maltaria quanto para os agricultores.
Esse cenário positivo na safra de cevada pode influenciar discussões sobre políticas agrícolas, incentivando investimentos em assistência técnica e intercooperação para sustentar o crescimento do setor.