O preço do café arábica registrou queda na bolsa de Nova York nesta manhã de quarta-feira, 12 de novembro. Os contratos com vencimento em dezembro caíram 1,36%, sendo negociados a US$ 4,1690 por libra-peso. Esse movimento reflete uma reversão no cenário de alta observado na sessão anterior, influenciado por fatores econômicos globais e declarações políticas.
A baixa nos preços ocorre logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar a possibilidade de retirada de tarifas sobre a commodity. Em entrevista ao programa “The Ingraham Angle”, da Fox News, na noite de terça-feira, 11 de novembro, Trump afirmou: “Vamos baixar as tarifas sobre o café e vamos ter algum café entrando [nos EUA]”. Embora não tenha mencionado explicitamente o Brasil, maior produtor global de café, a declaração impactou o mercado.
De acordo com dados da Barchart, a valorização do real brasileiro, que atingiu o maior patamar em 17 meses na terça-feira, contribuiu para o cenário anterior de alta nos preços do café. Essa apreciação da moeda desestimula as exportações dos produtores brasileiros, afetando a oferta global e, consequentemente, as cotações na bolsa.
Em contraste com o café, o cacau apresentou sinais de recuperação nesta quarta-feira, após uma forte queda de 4,47% no pregão anterior, atribuída às boas perspectivas para a safra na Costa do Marfim. Os contratos para dezembro subiram 1,85%, cotados a US$ 5.932 por tonelada.
Já o açúcar registrou uma leve alta na sessão de hoje. Os lotes do demerara com entrega para março de 2026 avançaram 0,21%, negociados a 14,27 centavos de dólar por libra-peso. Por outro lado, os contratos futuros de algodão seguem em baixa, com os papéis para dezembro apresentando variação negativa de 0,8%, cotados a 64,86 centavos de dólar por libra-peso.
Essas oscilações no mercado de commodities destacam a interseção entre decisões políticas, como as sinalizadas por Trump, e dinâmicas econômicas internacionais, incluindo variações cambiais e perspectivas de safra em países produtores.