Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul começaram o mês de novembro em declínio, sem encontrar suporte no mercado. De acordo com dados do Cepea, divulgados em 12 de novembro de 2025, essa tendência reflete uma dinâmica cautelosa entre os agentes econômicos da região, principal produtora de arroz no país.
Na primeira dezena de novembro, o Indicador CEPEA/IRGA-RS, que considera 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, registrou uma queda de 1,1%. Com isso, os valores operam na faixa dos R$ 55 por saca de 50 kg, sinalizando uma pressão baixista que afeta produtores e indústrias locais.
Pesquisadores do Cepea apontam que a baixa liquidez no mercado é o principal fator por trás dessa retração. Os participantes do setor estão adotando uma postura de observação, evitando negociações mais expressivas enquanto aguardam desenvolvimentos que possam alterar o cenário.
Um elemento central dessa cautela é o anúncio esperado de compra de cereal pela Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento. Essa possível intervenção governamental é vista como um mecanismo para estabilizar os preços e apoiar o setor agrícola, especialmente em um contexto de volatilidade econômica.
Embora o Rio Grande do Sul seja um polo fundamental para a produção de arroz no Brasil, a atual conjuntura destaca os desafios enfrentados pelos agricultores, que lidam com custos de produção elevados e variações de demanda. A dependência de medidas como as da Conab reforça o papel do governo federal na regulação do mercado de commodities agrícolas.
Essa situação pode influenciar debates políticos sobre políticas de subsídio e armazenamento de grãos, com implicações para a segurança alimentar nacional. Agentes do mercado continuam monitorando os próximos passos da Conab, que poderiam injetar liquidez e reverter a tendência de queda nos preços.