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sexta-feira , 6 março 2026
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Mercado de soja enfrenta variações e desafios logísticos em meio a semeadura prioritária

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No Rio Grande do Sul, a priorização da semeadura tem impactado a oferta de soja no mercado, resultando em uma redução da disponibilidade. De acordo com a TF Agroeconômica, os preços para pagamento em novembro, com entrega em outubro, foram reportados a R$ 140,08 por saca no porto, marcando uma queda de 0,30% na semana. No interior, as referências se situaram em torno de R$ 131,50 por saca, com um aumento de 0,38% semanal em locais como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30 de outubro.

Em Santa Catarina, a comercialização da soja está diretamente ligada à demanda da indústria, com um risco climático elevado influenciando as operações. A ausência de novos indicadores técnicos mantém os produtores focados na semeadura e no monitoramento climático, enquanto o mercado local opera com baixa liquidez e forte influência das indústrias de proteína animal, que são as principais consumidoras do grão no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja foi cotada a R$ 139,99, registrando uma leve queda de 0,07%.

No Paraná, a demanda industrial é impulsionada pela expectativa de maior mistura obrigatória de biodiesel e pela expansão do consumo de proteína vegetal, o que reforça o ritmo de esmagamento no estado. Em Paranaguá, o preço alcançou R$ 139,84, com um aumento de 0,24%. Outras cotações incluem R$ 129,22 em Cascavel (aumento de 0,18%), R$ 130,94 em Maringá (aumento de 0,05%), R$ 132,47 em Ponta Grossa (queda de 0,19%) e R$ 139,99 em Pato Branco (queda de 0,07%) por saca FOB. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00.

O Mato Grosso do Sul enfrenta significativos gargalos logísticos na região Centro-Oeste, afetando o mercado de soja. No mercado de balcão, as cotações permaneceram estáveis com predominância de altas devido à piora no cenário de produção. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,64 (aumento de 0,70%), enquanto Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia registraram R$ 126,34 (aumento de 0,46% cada), e Chapadão do Sul chegou a R$ 121,92 (aumento de 0,27%).

No Mato Grosso, o cenário amplifica a insegurança dos produtores, que plantam aproveitando breves janelas de umidade, mas são forçados a interromper operações, acumulando atrasos que podem comprometer a produtividade e a logística futura. As cotações incluem R$ 123,40 em Campo Verde (aumento de 0,27%), R$ 120,39 em Lucas do Rio Verde (aumento de 1,37%), R$ 120,39 em Nova Mutum (aumento de 1,37%), R$ 123,40 em Primavera do Leste (aumento de 0,46%), R$ 123,40 em Rondonópolis (aumento de 0,27%) e R$ 120,39 em Sorriso (aumento de 1,37%).

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