A gripe equina, conhecida também como influenza equina, representa uma ameaça significativa para a saúde dos equídeos e para a estabilidade econômica de setores dependentes desses animais. Causada pelos vírus Influenza A dos subtipos H7N7 e H3N8, da família Orthomyxoviridae, a doença afeta cavalos, burros, mulas e outros equídeos, sendo altamente contagiosa. Embora o subtipo H7N7 seja pouco circulante atualmente, o H3N8 continua responsável pela maioria dos surtos globais, impactando regiões com intensa movimentação de animais em provas, leilões e exposições.
O contágio ocorre principalmente pela via respiratória, com animais infectados eliminando o vírus ao tossir ou espirrar, o que facilita a transmissão em ambientes aglomerados. Fatores como populações não vacinadas podem elevar a taxa de infecção para quase 100%, e o vírus também se espalha indiretamente por meio de roupas, equipamentos e mãos de manipuladores. Com um período de incubação curto, de 1 a 3 dias, surtos se instalam rapidamente em cavalariças e eventos equestres, demandando respostas ágeis de autoridades sanitárias.
Os sintomas surgem de forma repentina e incluem febre alta de até 41°C, tosse seca persistente, secreções nasal e ocular, fraqueza, apatia e perda de apetite. Esses sinais comprometem o desempenho de cavalos em competições e corridas, gerando perdas econômicas devido à interrupção de atividades. A tosse resulta da destruição do epitélio ciliado das vias aéreas, o que pode levar semanas para regeneração e aumenta o risco de infecções secundárias bacterianas.
O diagnóstico é confirmado por testes laboratoriais como PCR e isolamento viral, mas em surtos, a disseminação rápida e os sintomas coletivos já indicam o problema. O tratamento é sintomático, com repouso absoluto, alimentação balanceada, anti-inflamatórios para febre e antibióticos apenas em casos de complicações bacterianas. A maioria dos animais se recupera, mas os impactos incluem cancelamentos de eventos e restrições internacionais de movimentação.
A prevenção é centrada na vacinação periódica, que eleva a imunidade coletiva, embora o vírus sofra deriva antigênica, exigindo atualizações conforme orientações da WOAH, a Organização Mundial de Saúde Animal. Medidas adicionais incluem biosseguridade, como higienização de equipamentos e quarentena de animais recém-chegados, além de vigilância contínua para detecção precoce. Mesmo não sendo fatal na maioria dos casos, a doença pode comprometer economias nacionais, especialmente em países onde o setor equestre é vital, destacando a necessidade de políticas internacionais de monitoramento e controle sanitário.