O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou de um painel organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com foco na urgência de restaurar a saúde do solo. O evento ocorreu na Blue Zone, nesta quinta-feira (20), e debateu financiamento e evidências para promover a saúde do solo como ferramenta essencial para atingir metas climáticas e de desenvolvimento sustentável.
O objetivo principal do painel foi reforçar a importância da restauração da saúde do solo como base para a resiliência climática e a sustentabilidade dos sistemas alimentares. Os participantes destacaram o solo como uma solução transversal, capaz de contribuir para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, a conservação da biodiversidade, a restauração de terras, a segurança alimentar e nutricional, além do sustento dos agricultores.
Durante o debate, buscou-se demonstrar como o financiamento, as evidências científicas e a colaboração entre diferentes atores podem ampliar soluções lideradas por agricultores. Essas iniciativas visam restaurar solos degradados e fortalecer a resiliência climática, integrando práticas sustentáveis na agropecuária.
Representando o Mapa, o auditor fiscal federal agropecuário Luís Rangel enfatizou a conexão entre ciência, saúde do solo e finanças sustentáveis. Ele descreveu o painel como uma troca rica com especialistas da África, Austrália, FAO e representantes da juventude, que resultou em conclusões sobre a necessidade de vincular a saúde do solo ao crédito rural.
Rangel destacou a importância de criar formas claras para medir a evolução da sustentabilidade nas propriedades rurais. Além disso, o debate avançou na relevância de plataformas internacionais de informação sobre solos, que seriam fundamentais para viabilizar iniciativas como o Caminho Verde Brasil.
O programa Caminho Verde Brasil incentiva produtores rurais a adotar práticas que restauram a saúde do solo e aumentam a sustentabilidade das propriedades. Essa iniciativa dialoga diretamente com as discussões do painel, que apontaram para a necessidade de ligar indicadores de saúde do solo ao crédito rural.
O painel também ressaltou a ampliação de plataformas internacionais de dados para tornar os financiamentos climáticos mais eficientes. Essas medidas visam apoiar ações globais que integrem a saúde do solo às estratégias de desenvolvimento sustentável.