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sexta-feira , 6 março 2026
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Contrastes climáticos marcam a primeira semana de dezembro no Brasil

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A primeira semana de dezembro promete contrastes climáticos em diversas regiões do Brasil, influenciados por um cavado na atmosfera e a formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste. Essas condições devem alterar o padrão do tempo entre os dias 1º e 5, com riscos de temporais, rajadas de vento e granizo em algumas áreas, enquanto outras enfrentam chuvas insuficientes para manter a umidade do solo. Produtores rurais precisam estar atentos ao ritmo das operações de campo, ao manejo das lavouras e à proteção do gado em períodos de calor extremo.

No Sul do Brasil, instabilidades começam cedo no Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas a fortes e possibilidade de temporais, avançando para Santa Catarina e Paraná ao longo do dia. As temperaturas sobem gradualmente no território gaúcho e ganham força no Paraná, enquanto Santa Catarina mantém um clima mais ameno em partes. Na segunda-feira, dia 1º, há risco de granizo e ventos fortes no oeste dos três estados devido ao cavado. Na terça-feira, o ciclone extratropical mantém o risco de temporais, com volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros, o que pode causar restrição hídrica no sul gaúcho. A partir de quarta-feira, o calor predomina com máximas acima de 30°C, exigindo cuidados com hidratação. O tempo mais firme favorece a semeadura de arroz, milho da primeira safra, soja e feijão, além da colheita de cultivos de inverno.

No Sudeste, pancadas de chuva são esperadas no oeste e noroeste de Minas Gerais, avançando para o Triângulo Mineiro e noroeste de São Paulo à tarde, com ocorrências no nordeste e sul paulista entre o fim da tarde e a noite. As temperaturas permanecem altas em toda a região. Entre terça e quarta-feira, o ciclone extratropical eleva o risco de temporais generalizados e granizo nos quatro estados. Chuvas volumosas no centro-norte de Minas e no Espírito Santo podem superar 150 milímetros, prejudicando operações de campo, enquanto em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas os acumulados ficam entre 40 e 60 milímetros, ajudando na umidade do solo sem impedir o trabalho nas lavouras. Isso beneficia a semeadura de soja, feijão e milho da primeira safra.

No Centro-Oeste, instabilidades surgem cedo no norte e noroeste, com pancadas fortes no norte e oeste de Mato Grosso, e temporais em Mato Grosso do Sul devido a uma área de baixa pressão vinda do Paraguai. A segunda-feira será extremamente quente, com temperaturas entre 38°C e 40°C em Mato Grosso do Sul, Goiás e sul de Mato Grosso, aumentando o risco de estresse térmico para o gado e exigindo atenção à hidratação das equipes. A partir de terça-feira, o ciclone forma um corredor de umidade, tornando a semana mais chuvosa, com acumulados de até 80 milímetros em Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, há risco de tempestades com granizo e ventos acima de 100 km/h entre segunda e terça, com chuvas de cerca de 40 milímetros, melhorando a umidade do solo e favorecendo a semeadura de soja, milho, feijão e arroz.

No Nordeste, pancadas fracas são previstas no sul, litoral e oeste da Bahia, com chuvas moderadas a fortes no sul do Maranhão e do Piauí, especialmente no Maranhão. Nas demais áreas, o tempo firme predomina com baixa umidade relativa no interior. Acumulados entre 40 e 60 milímetros no sul do Maranhão, sul do Piauí e Bahia mantêm boas condições de solo, influenciados pelo corredor de umidade do ciclone no Sudeste. No restante, o tempo quente e seco prevalece, com máximas de até 40°C no centro-norte do Piauí, elevando o risco de incêndios, e temperaturas próximas de 38°C em outras áreas, com umidade abaixo de 30%.

No Norte, instabilidades diminuem no leste do Amazonas e em Roraima, mas persistem no oeste do Amazonas, Acre e Rondônia, com chuvas moderadas a fortes e risco de temporais. Pancadas continuam no sul do Pará e Tocantins, enquanto no Amapá e grande parte do Pará o tempo é mais estável. Temperaturas altas e tempo abafado marcam a região, com máximas de até 40°C no norte do Pará e Amapá, aumentando o risco de incêndios. Acumulados podem superar 100 milímetros em Rondônia e Tocantins, e ficar entre 40 e 60 milímetros no centro-sul do Pará, Acre, Roraima e Amazonas, mantendo a umidade do solo sem prejudicar operações de campo e contribuindo para pastagens e redução de estresse térmico no gado.

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