A Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China, lançará neste mês uma campanha para promover o café de origem brasileira. Todos os copos vendidos durante o período estamparão a marca “Café do Brasil”, resultado de uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A iniciativa visa ampliar a visibilidade do produto brasileiro no vasto mercado chinês, onde a rede opera mais de 30 mil lojas.
Do lado brasileiro, a expectativa é alta: projeta-se a venda de 14 milhões de copos por dia com a marca, totalizando cerca de 400 milhões ao longo do mês. Além disso, os consumidores que comprarem o café brasileiro receberão brindes como chaveiros e mini capivaras de pelúcia com o logo da ApexBrasil. Victor Queiroz, gerente-geral do Escritório Ásia-Pacífico da ApexBrasil, destacou que a ação é fruto de meses de negociação entre as partes.
Essa não é a primeira investida. Em novembro, durante a China International Import Expo (CIIE) em Xangai, cerca de 2 mil copos de café brasileiro de alta qualidade foram distribuídos diariamente no Pavilhão do Brasil. A feira atraiu 800 mil visitantes e mais de 3,4 mil empresas de 128 países, servindo como teste para ações maiores.
A parceria ganhou força em junho de 2024, quando a Luckin Coffee firmou acordo para comprar até 120 mil toneladas de café brasileiro até o fim daquele ano, no valor de US$ 500 milhões. A empresa também se comprometeu a promover o produto no mercado chinês. Em novembro do mesmo ano, um novo contrato foi assinado com a ApexBrasil para a aquisição de 240 mil toneladas entre 2025 e 2029, estimado em US$ 2,5 bilhões.
Em maio deste ano, a rede chinesa anunciou a abertura de 34 lojas temáticas com identidade brasileira, reforçando o laço comercial. As exportações de café não torrado do Brasil para a China de janeiro a outubro somaram US$ 335,1 milhões, um crescimento de mais de 50% em relação ao total de US$ 213,6 milhões exportados em todo o ano de 2023.
Esses acordos refletem o fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China, com o café atuando como ponte para maiores investimentos bilaterais.