De acordo com dados recentes do Cepea, as cotações da mandioca registraram uma queda de 4,4% na última semana, pressionadas pelo descompasso entre oferta e demanda. Esse movimento representa a desvalorização mais intensa observada para o período desde julho, destacando as dinâmicas voláteis do setor agrícola brasileiro.
Os levantamentos do Cepea indicam que o aumento na colheita tem sido um fator decisivo nessa tendência de baixa. Com o ritmo da produção acelerando nos últimos dias, os produtores estão respondendo a uma combinação de elementos que influenciam diretamente o mercado.
Entre os impulsionadores dessa aceleração na colheita, o clima mais favorável tem permitido operações mais eficientes nas lavouras. Isso ocorre em um momento em que as condições meteorológicas se mostram propícias, facilitando o trabalho no campo e contribuindo para um maior volume de mandioca disponível.
Além do clima, a necessidade de capitalização por parte dos produtores tem motivado a intensificação da colheita. Muitos agricultores buscam liquidez imediata para cobrir custos operacionais e investimentos, o que resulta em uma oferta maior no curto prazo e, consequentemente, em pressão sobre os preços.
Por fim, as expectativas baixistas para o início de 2026 também pesam sobre o mercado atual. Segundo o Centro de Pesquisas, essas projeções de continuidade no desequilíbrio entre oferta e demanda sugerem que os preços podem enfrentar desafios adicionais, afetando a planejamento estratégico dos envolvidos no setor.