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sexta-feira , 25 setembro 2026
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União Europeia prepara taxa sobre carbono em importados: fertilizantes no centro das mudanças

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A União Europeia está prestes a implementar o Mecanismo de Ajuste de Carbono nas Fronteiras (CBAM), uma medida que deve alterar significativamente o mercado de fertilizantes a partir de 2026. Essa iniciativa visa taxar as emissões de carbono embutidas em produtos importados, incluindo fertilizantes nitrogenados, que são essenciais para a agricultura do bloco. Com isso, a dinâmica de custos no setor pode sofrer alterações profundas, afetando tanto produtores quanto importadores.

De acordo com uma análise divulgada pela StoneX, a taxação tende a elevar as despesas dos agricultores europeus, que já enfrentam um cenário de produção interna mais cara devido às rigorosas metas de redução de emissões. A indústria do continente tem arcado com custos crescentes para cumprir essas exigências ambientais, o que tem estimulado a busca por produtos externos oriundos de países com regulamentações mais flexíveis.

Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, explica que o CBAM surge para equalizar a competitividade entre produtores domésticos e estrangeiros. “As indústrias europeias têm arcado com custos crescentes para cumprir as metas de redução de emissões, e esse encarecimento da produção muitas vezes incentiva os compradores a buscarem produtos estrangeiros, que não estão sujeitos às mesmas regulações europeias”, destaca Pernías.

O mecanismo pretende evitar o deslocamento de produção para nações com exigências ambientais menores, promovendo uma competição mais justa. Ao obrigar importadores a adquirir certificados de carbono, a medida incorpora uma nova despesa ao processo, o que pode exercer pressão adicional sobre os preços finais dos fertilizantes no mercado europeu.

Diante das incertezas relacionadas à metodologia de cálculo do CBAM, muitos compradores têm optado por antecipar aquisições e ampliar estoques como forma de mitigar riscos antes da entrada em vigor do sistema. Essa estratégia reflete a preocupação com possíveis impactos econômicos e políticos no setor agrícola, que é estratégico para a segurança alimentar da União Europeia.

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