O preço da soja terminou o dia em baixa na bolsa de Chicago, na sessão desta terça-feira (23/12). Já as cotações de milho e trigo encerraram os negócios com alta, refletindo ajustes dos operadores em um mercado com poucas mudanças nos fundamentos de oferta, demanda e estoques.
O preço da soja para janeiro caiu para US$ 10,51 por bushel, registrando uma queda de 0,17%. O vencimento março de 2026 encerrou cotado a US$ 10,63 o bushel, com uma redução de 0,12%. Esses movimentos indicam uma tendência de ajuste posicional por parte dos investidores, em meio a um cenário de estabilidade nos indicadores básicos do mercado.
Segundo a consultoria Granar, o cenário permanece de demanda abaixo da esperada pela soja americana, especialmente por parte da China, e condições favoráveis ao desenvolvimento da safra na América do Sul. Esses fatores contribuem para a pressão sobre os preços, influenciando as expectativas para o comércio internacional de commodities agrícolas.
O preço do milho fechou em alta, contrastando com o desempenho da soja. O contrato de prazo mais curto, março de 2026, fechou em US$ 4,4750 por bushel, com uma valorização de 0,11%. Já o grão para maio de 2026 encerrou cotado a US$ 4,5550 por bushel, registrando um aumento de 0,22%.
O mercado futuro de trigo acompanhou o de milho e também subiu, demonstrando uma dinâmica positiva para esses grãos. O contrato com vencimento em março de 2026 ajustou para US$ 5,17 por bushel, com uma valorização de 0,29%. Os lotes para maio de 2026 encerraram a US$ 5,2725, apresentando um ganho de 0,19%.
Essas variações nos preços das commodities agrícolas na bolsa de Chicago destacam as interconexões entre fatores globais, como a demanda chinesa e as condições climáticas na América do Sul, que podem influenciar cadeias de suprimento mundiais. Operadores continuam monitorando esses elementos para ajustes futuros.