O Brasil registrou um novo recorde de liberações de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2025, com 912 aprovações, representando um aumento de 37% em relação a 2024. Os dados, divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 4 de janeiro de 2026, destacam o crescimento no setor agrícola. Envolvendo avaliações rigorosas pela Anvisa e pelo Ibama, o processo reflete a demanda por produtos mais eficazes na agricultura brasileira.
Recorde de aprovações em 2025
Em 2025, o Brasil aprovou 912 produtos, superando os números anteriores e estabelecendo um marco histórico. Esse aumento de 37% em comparação com 2024 demonstra a aceleração nas liberações de agrotóxicos e defensivos biológicos. Agricultores e a indústria de pesticidas se beneficiam diretamente dessas aprovações, que visam melhorar a produtividade no campo.
Dentre as liberações, destacam-se 162 defensivos biológicos, que representam opções mais sustentáveis para o controle de pragas. Além disso, foram aprovados 25 químicos novos, 589 formulados e 323 técnicos. Esses números refletem a diversidade de produtos avaliados e liberados para uso no mercado brasileiro.
Processo de avaliação rigoroso
As aprovações ocorrem por meio de análises conjuntas entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Anvisa e o Ibama. Os órgãos baseiam suas decisões em estudos enviados pelas empresas solicitantes, exigindo pelo menos 70% de eficácia comprovada. Esse procedimento garante que apenas produtos seguros e eficientes cheguem aos agricultores.
José Victor Torres, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA), explicou o funcionamento do processo. Ele enfatizou que as avaliações não envolvem a repetição de testes, mas a análise criteriosa dos dados fornecidos.
A avaliação é feita a partir de estudos enviados pelas empresas que querem o registro e não são refeitas […] O mesmo vale para os outros dois órgãos.
Contexto e implicações para o setor
Os dados de 2025, divulgados em 4 de janeiro de 2026, posicionam o Brasil como um dos líderes globais em aprovações de agrotóxicos. Esse crescimento ocorre em meio a debates sobre sustentabilidade e saúde pública, com defensivos biológicos ganhando espaço. A indústria de pesticidas celebra o avanço, enquanto agricultores buscam inovações para enfrentar desafios climáticos e pragas.
Embora o “why” não seja especificado nos dados, o aumento reflete a necessidade de ferramentas agrícolas mais avançadas. Comparado a anos anteriores, 2025 marca uma alta significativa, influenciando o planejamento para 2026. Especialistas monitoram os impactos ambientais e econômicos dessas liberações no longo prazo.