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Itália propõe redução de limite para importações agrícolas no acordo Mercosul-UE

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Campos de soja no Brasil representando importações agrícolas no acordo Mercosul-UE.

Itália propõe mudanças no acordo Mercosul-UE

A Itália está defendendo uma redução no limite de salvaguarda para importações agrícolas do Mercosul, de 8% para 5%, no âmbito do acordo comercial com a União Europeia. Essa posição surge em meio a tensões, com a Irlanda anunciando que votará contra o pacto. A votação no Coreper, comitê de representantes permanentes da UE, ocorre nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026.

Declarações do ministro italiano

O ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, expressou sua posição em uma entrevista ao jornal Il Sole 24 Ore, publicada na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026. Ele destacou a necessidade de proteger os produtores agrícolas europeus contra importações sul-americanas que poderiam reduzir preços e competitividade. Diplomatas italianos estão conduzindo análises técnicas finais para embasar essa demanda.

Queremos que esse limite de 8% seja reduzido para 5% e acreditamos que há condições para alcançar esse resultado.

Estamos na reta final.

Oposição irlandesa ao acordo

O vice-primeiro-ministro da Irlanda, Simon Harris, confirmou em um comunicado que o governo irlandês não apoia o acordo na forma atual. A preocupação central é a insuficiência de proteções para os produtores europeus, exigindo padrões sanitários, ambientais e produtivos equivalentes aos do Mercosul. Países como França, Hungria e Polônia também têm manifestado reservas semelhantes.

A posição do governo sobre o Mercosul sempre foi clara: não apoiamos o acordo da forma como foi apresentado.

Contexto do acordo comercial

O acordo entre o Mercosul – formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai – e a União Europeia visa facilitar o comércio, mas enfrenta críticas por potenciais impactos no setor agrícola europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem impulsionado o pacto, com assinatura prevista para 12 de janeiro de 2026. No entanto, oposições como a da Irlanda e as demandas italianas podem complicar o processo no Conselho da UE.

Próximos passos e implicações

A votação no Coreper nesta sexta-feira será crucial para determinar se o acordo avança. Caso aprovado, ele ainda precisará de ratificação pelos estados-membros da UE. Analistas apontam que ajustes no limite de salvaguarda poderiam mitigar preocupações, promovendo um equilíbrio entre abertura comercial e proteção local.

Impactos potenciais para o setor agrícola

Produtores europeus temem que importações mais baratas do Mercosul afetem mercados internos, especialmente em produtos como carne e grãos. A exigência de padrões equivalentes busca garantir sustentabilidade e qualidade. Essa discussão reflete tensões mais amplas no comércio global em 2026, com foco em equidade e proteção ambiental.

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