As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram uma queda acentuada no segundo semestre de 2025, impulsionada pelas tarifas impostas em agosto pelo governo norte-americano. De acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), as reduções foram de 14,6% em agosto, 32,7% em setembro, 32,8% em outubro e 54,9% em novembro. O anúncio da retirada de tarifas sobre produtos agrícolas, como café, frutas tropicais e carne bovina, em 20 de novembro de 2025, pode sinalizar uma recuperação para o setor.
Impacto das tarifas no agronegócio brasileiro
O “tarifaço” norte-americano afetou principalmente exportadores do agronegócio em São Paulo, um dos principais polos produtores do Brasil. Essas barreiras comerciais levaram a uma retração significativa no fluxo de mercadorias, forçando os produtores a redirecionar vendas para mercados alternativos. Países como China, México, Canadá, Argentina e membros da União Europeia absorveram parte dessa demanda, amortecendo os prejuízos.
Detalhes das quedas mensais
As tarifas entraram em vigor em agosto de 2025, provocando uma queda imediata de 14,6% nas exportações brasileiras para os EUA. Em setembro e outubro, os declínios se intensificaram para 32,7% e 32,8%, respectivamente. Novembro registrou o pior desempenho, com uma redução de 54,9%, destacando a vulnerabilidade do setor agrícola brasileiro a políticas protecionistas internacionais.
Anúncio de alívio tarifário
Em 20 de novembro de 2025, o governo dos Estados Unidos anunciou a remoção de tarifas sobre uma lista de produtos agrícolas brasileiros. Itens como café, frutas tropicais, sucos, cacau, banana, laranja, tomate e carne bovina foram beneficiados. Essa medida visa restaurar o equilíbrio comercial entre os dois países, afetado pelo tarifaço inicial.
Perspectivas de recuperação
Especialistas preveem uma retomada gradual das exportações brasileiras para os EUA em 2026, com base no histórico positivo dos últimos anos. O redirecionamento temporário para outros mercados ajudou a mitigar perdas, mas o alívio tarifário pode reconduzir o fluxo comercial ao patamar anterior. José Alberto Ângelo, do IEA-APTA, comentou sobre as expectativas positivas.
o movimento tende a favorecer uma recomposição do fluxo comercial.
o histórico recente sustenta uma expectativa positiva, já que, nos últimos três anos, as exportações para os Estados Unidos apresentaram crescimento consistente, o que reforça a perspectiva de retomada.
Contexto econômico mais amplo
A queda nas exportações para os EUA reflete tensões comerciais globais, mas o agronegócio brasileiro demonstrou resiliência ao explorar novas oportunidades. Com o anúncio de novembro, há otimismo para que 2026 marque uma virada. Exportadores de São Paulo, em particular, podem se beneficiar dessa normalização, fortalecendo laços econômicos entre Brasil e Estados Unidos.