O abate técnico do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ Carne) comprovou um rendimento médio de carcaça de 60,5% em 83 animais Nelore PO da EAO Agropecuária, superando a média nacional. Realizado em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e a JBS Friboi, o evento destacou a eficiência da genética Nelore PO em precocidade e ganho de peso. Os resultados fortalecem o programa PMGZ Carne e impulsionam a pecuária de corte brasileira em 2026.
Detalhes do abate técnico
Os 83 animais, filhos de 16 touros Nelore PO, foram abatidos com uma média de 16 meses de idade após 146 dias de confinamento. O processo incluiu pesagens regulares, ultrassonografia de carcaça e genotipagem para avaliar o desempenho. Esse rendimento de 60,5% reflete a superioridade da raça Nelore PO em relação à média nacional, promovendo maior rentabilidade na cadeia produtiva.
A EAO Agropecuária, responsável pela criação, utilizou uma base de mais de 8 mil matrizes registradas, com touros de repasse para aprimorar a genética. Os animais demonstraram precocidade notável, alcançando pesos elevados em pouco tempo. Essa abordagem comprova o potencial do Nelore PO para otimizar o ciclo de produção na pecuária de corte.
Importância para a pecuária nacional
O abate técnico visa comprovar a eficiência produtiva da genética Nelore PO, focando em precocidade, ganho de peso e rendimento de carcaça. Esses fatores fortalecem o PMGZ Carne, programa da ABCZ que impulsiona a pecuária brasileira. Em 2026, tais avanços contribuem para a sustentabilidade e a competitividade do setor agropecuário no mercado global.
A parceria entre ABCZ, EAO Agropecuária e JBS Friboi destaca a integração entre criação, melhoramento genético e processamento industrial. Os resultados incentivam produtores a adotarem práticas semelhantes, elevando os padrões de qualidade na produção de carne. Isso reflete o compromisso com a inovação na pecuária de corte.
Declarações dos especialistas
Os números de performance dos animais do PMGZ Carne refletem a elevada velocidade da genética do Nelore PO, impulsionando toda a cadeia produtiva na pecuária de corte. Tempo é sinônimo de rentabilidade, e o giro rápido do ganho de peso da cria à terminação, aliado ao rendimento no frigorífico computado no programa, consolida o potencial da genética correlacionado diretamente com o lucro na atividade.
Ricardo Abreu, da ABCZ, enfatizou a relação entre genética e lucratividade. Já Max Pereira, da EAO Agropecuária, explicou a origem dos animais:
Eran mais de 8 mil matrizes que sempre recriamos e emprenhamos com touros de repasse. Então são animais oriundos desses animais PO, com carga genética muito boa, e começamos a registrar esses animais. Dentro do conjunto de animais abatidos hoje, temos touros PC e PO.
Fausto Severino, da JBS Friboi, elogiou a qualidade da boiada:
Uma excelente boiada, uma boiada muito nova, que, com média de 16 meses, quase chegou a 20 arrobas. Uma boiada que, com peso vivo, deu um rendimento de quase 59%. Uma boiada extremamente bem-acabada, precoce e que o mercado consumidor deseja – um animal pesado e novo, com carne de maior qualidade, com maciez e marmoreio.
Perspectivas futuras
Os dados do abate técnico posicionam o Nelore PO como referência em eficiência produtiva, incentivando investimentos em melhoramento genético. Com o PMGZ Carne, a ABCZ continua a promover avanços que beneficiam toda a cadeia da pecuária de corte. Em 2026, esses resultados podem influenciar práticas sustentáveis e aumentar a exportação de carne brasileira.