O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin anunciou que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia será assinado em 2026, abrindo portas para exportações agropecuárias brasileiras a um mercado de 500 milhões de consumidores europeus. As declarações foram feitas em Brasília, após o anúncio oficial na cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. O acordo promete eliminar tarifas em 91% das exportações e ampliar cotas para produtos como carne, frango e soja.
Contexto das negociações
As negociações culminaram na cúpula do Mercosul em Montevidéu, onde o Brasil, como presidente pro tempore, liderou as discussões. O bloco sul-americano, composto por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, fechou o acordo com os 27 países da União Europeia. Agora, o processo entra na fase de revisão técnica e jurídica, incluindo traduções, antes da assinatura prevista para 2026.
Benefícios econômicos destacados
Alckmin enfatizou os impactos positivos para o Brasil, como o estímulo à produção, agroindústria, exportações, empregos e investimentos. O acordo alinhará cláusulas de sustentabilidade, que o país já cumpre, graças à preservação ambiental e à matriz energética limpa. Isso deve impulsionar a inovação e a competitividade no setor agropecuário.
Vamos poder exportar praticamente tudo. O Brasil terá acesso a um mercado de 500 milhões de consumidores, com renda alta. Isso vai ser um grande estímulo para a produção, para a agroindústria, para a exportação.
A citação de Alckmin reflete o otimismo com o acesso a um público de alta renda, potencializando as exportações brasileiras.
Liderança do governo brasileiro
O vice-presidente creditou o sucesso ao trabalho em equipe de todo o governo, sob a liderança do presidente Lula. As negociações representam um marco para o Mercosul, fortalecendo laços comerciais com a Europa.
Foi um trabalho de equipe, de todo o governo, liderado pelo presidente Lula.
Próximos passos e sustentabilidade
Com a revisão em andamento, a assinatura em 2026 marcará o início de uma nova era para o comércio bilateral. Alckmin destacou que o acordo inclui cláusulas de sustentabilidade, alinhadas às práticas ambientais do Brasil.
O acordo tem cláusulas de sustentabilidade, mas o Brasil já cumpre isso. Somos um país que preserva o meio ambiente e tem uma matriz energética limpa.
Vai ser um grande estímulo para o investimento, para a inovação, para a competitividade.
Agora é a fase de revisão, de tradução, para que possamos assinar no ano que vem.
Esses pontos reforçam a preparação do Brasil para aproveitar as oportunidades do acordo Mercosul-UE, promovendo crescimento econômico sustentável.