Mandiocultores no Brasil intensificaram a colheita e a comercialização de mandioca na última semana, mas a oferta supera a demanda devido ao funcionamento parcial das indústrias processadoras, o que pressiona as cotações para baixo.
Retomada intensa após recesso
Após um recesso prolongado e dificuldades climáticas, os produtores retomaram as atividades de forma mais intensa entre 12 e 18 de janeiro de 2026. Essa aceleração visa maior capitalização por parte dos mandiocultores, que buscam vender o produto colhido em 2025.
No entanto, as indústrias processadoras ainda não retomaram plenamente suas operações, o que limita a absorção da mandioca disponível no mercado.
Oferta excede demanda no mercado
A discrepância entre a oferta elevada e a demanda reduzida tem gerado pressão sobre os preços da mandioca. Produtores nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo são os mais afetados por essa dinâmica.
Essa situação reflete um desequilíbrio temporário, impulsionado pela busca dos mandiocultores por liquidez financeira em meio a um cenário de recuperação gradual das indústrias.
Impactos regionais no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo
No Paraná, principal polo de produção, os mandiocultores enfrentam desafios para escoar a safra, com indústrias operando abaixo da capacidade. Similarmente, em Mato Grosso do Sul e São Paulo, a colheita intensificada contrasta com a demanda industrial limitada.
Esses estados concentram a maior parte da produção nacional de mandioca, tornando-os centrais para o monitoramento do mercado em 2026.
Projeções para o ano de 2026
Com base na produção de 2025, as projeções para 2026 indicam uma possível estabilização à medida que as indústrias retomem o ritmo normal. No entanto, a manutenção da oferta elevada pode prolongar a pressão sobre as cotações nos próximos meses.
Especialistas acompanham de perto essa evolução, destacando a importância de um equilíbrio entre colheita e processamento para a sustentabilidade do setor.