Avanço da colheita da safra de verão, estoques elevados e cautela dos compradores pressionam as cotações, segundo o Cepea
Os preços do milho seguem em queda nas principais regiões produtoras do Brasil, refletindo um cenário de oferta crescente e demanda interna mais fraca neste início de 2026. A avaliação é do Cepea, que acompanha o mercado do cereal em diversas praças do País.
Clima favorece lavouras e amplia disponibilidade
De acordo com os pesquisadores, o clima favorável à cultura do milho tem impulsionado o avanço da colheita da safra de verão, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Esse movimento aumenta a disponibilidade do grão no mercado físico, intensificando a pressão sobre os preços.
Compradores atuam com cautela no mercado interno
Pelo lado da demanda, o Cepea aponta que os compradores seguem priorizando o consumo de lotes adquiridos anteriormente. Com estoques ainda confortáveis, muitos agentes reduzem o ritmo de novas compras, o que limita reações positivas nas cotações.
Expectativa com a soja pressiona vendedores
Outro fator relevante é a expectativa de avanço da colheita da soja nas próximas semanas. Parte dos compradores acredita que vendedores precisarão liberar espaço nos armazéns e fazer caixa, o que tende a ampliar a oferta de milho no curto prazo e reforçar o movimento de baixa.
Segunda safra começa a ganhar espaço no campo
No campo, enquanto a colheita da safra de verão avança, a semeadura da segunda safra de milho já teve início em algumas regiões do Sul e do Centro-Oeste. A perspectiva de oferta futura elevada contribui para um ambiente de preços mais pressionados no mercado nacional.