As exportações brasileiras de carne Angus certificada registraram um crescimento impressionante de 260% nos primeiros 11 meses de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. O volume alcançou 120 mil toneladas, impulsionado por um abate recorde de 1,2 milhão de cabeças de gado, o que representa um aumento de 15%. Esses dados, divulgados pela Associação Brasileira de Angus (ABA), destacam o fortalecimento do setor pecuário nacional no mercado global.
Crescimento impulsionado por certificações
A adesão de novos frigoríficos e produtores ao programa de certificação da ABA foi fundamental para esse avanço. Fatores como a depreciação do real e a obtenção de certificações internacionais facilitaram o acesso a mercados exigentes. Além disso, investimentos em genética e manejo elevaram a qualidade da carne, conhecida por seu marmoreio, maciez e sabor superior.
Principais destinos das exportações
O Brasil direcionou a maior parte das exportações para a China, que absorveu 60% do volume. Os Estados Unidos representaram 15%, seguidos pela União Europeia com 10% e o Oriente Médio com 8%. Essa distribuição reflete a crescente demanda internacional pela carne Angus brasileira, consolidando o país como um fornecedor confiável.
Fatores por trás do sucesso
A recuperação econômica global pós-pandemia contribuiu para o aumento da demanda. Certificações de bem-estar animal e sustentabilidade atraíram compradores preocupados com práticas éticas. Produtores e frigoríficos brasileiros colheram os benefícios de anos de dedicação a essas melhorias, posicionando o produto como referência de excelência.
Estamos colhendo os frutos de anos de investimento em genética e manejo. A carne Angus brasileira está conquistando o mundo pela sua excelência.
Eduardo Lundgren, presidente da ABA, enfatizou o impacto desses esforços. Ele destacou como a qualidade superior tem impulsionado a aceitação global. Essa visão reforça a estratégia de longo prazo adotada pelo setor.
Projeções para o futuro
Para 2025, a ABA projeta um volume exportado de 150 mil toneladas, com ênfase na diversificação de mercados. Essa expectativa baseia-se na continuidade das tendências observadas em 2024. O foco em novos destinos pode mitigar riscos e expandir a presença brasileira no comércio internacional de carnes premium.
Esperamos que o volume exportado atinja 150 mil toneladas, com foco em diversificação de mercados.
Lundgren expressou otimismo quanto às perspectivas, sinalizando um ano de consolidação. Com o setor em ascensão, o Brasil reforça sua posição como líder em exportações de carne Angus certificada. Esses avanços beneficiam produtores, frigoríficos e a economia nacional como um todo.