No primeiro semestre de 2023, o número de abates de bovinos orgânicos em Mato Grosso do Sul registrou um crescimento de 12%, passando de 1.102 para 1.234 animais, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) e registrados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). Esse aumento reflete a expansão da produção em propriedades certificadas no estado, impulsionada pela demanda crescente por carne sustentável. Produtores locais, como a Fazenda São Bento em Aquidauana, exemplificam essa tendência positiva no setor pecuário brasileiro.
Crescimento registrado no setor
O avanço nos abates de bovinos orgânicos ocorreu entre janeiro e junho de 2023, comparado ao mesmo período de 2022. A ABPO destacou que o Serviço de Inspeção Federal monitorou esse aumento, atribuindo-o à maior adesão de fazendas à certificação orgânica. Mato Grosso do Sul, conhecido por sua forte vocação agropecuária, viu produtores investirem em práticas sustentáveis para atender ao mercado em expansão.
Esse crescimento não é isolado, mas parte de um movimento maior na pecuária brasileira. Propriedades como a Fazenda São Bento, de propriedade de João Silva, contribuíram para o total de 1.234 abates no semestre. O estado se consolida como um polo importante para a produção orgânica, beneficiando-se de sua vasta extensão territorial e condições climáticas favoráveis.
Fatores que impulsionam a demanda
A demanda por produtos orgânicos cresce devido à busca por opções saudáveis, com ênfase no bem-estar animal e na ausência de agrotóxicos ou hormônios. Consumidores cada vez mais conscientes priorizam carnes produzidas de forma sustentável, o que impulsiona o setor. A conscientização ambiental também gioca um papel crucial, incentivando práticas que reduzem o impacto ecológico da pecuária.
Especialistas apontam que o Brasil, como grande exportador de carne, precisa se alinhar a tendências globais de sustentabilidade. Isso não apenas atende ao mercado interno, mas também fortalece a posição do país no comércio internacional. A ABPO tem sido fundamental na promoção dessas práticas, orientando produtores para certificações que garantem qualidade e rastreabilidade.
Voices from the industry
Estamos vendo um movimento global em direção à sustentabilidade, e o Brasil, como grande exportador de carne, não pode ficar de fora.
Essa declaração de Leonardo Leite de Barros, presidente da ABPO, resume a visão estratégica do setor. Ele enfatiza a necessidade de o Brasil acompanhar as demandas mundiais por produtos éticos e ecológicos.
O orgânico não é só uma tendência, é uma necessidade para o futuro da pecuária.
João Silva, proprietário da Fazenda São Bento, reforça essa perspectiva, destacando que a produção orgânica representa uma evolução essencial para a longevidade do setor. Suas palavras ecoam entre produtores de Mato Grosso do Sul, que veem no orgânico uma oportunidade de inovação e competitividade.
Perspectivas futuras
Com o registro desse crescimento em 2023, o setor de bovinos orgânicos em Mato Grosso do Sul pode esperar continuidade em anos subsequentes, como 2026. A expansão depende de investimentos contínuos em certificação e infraestrutura. Analistas preveem que a demanda por carnes sustentáveis continuará a impulsionar abates, beneficiando produtores e consumidores preocupados com saúde e meio ambiente.