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quarta-feira , 6 maio 2026
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Milho recua e indicador Cepea volta à casa dos R$ 65 por saca no Brasil

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Preços do milho encerram janeiro em queda, pressionados por estoques elevados e baixa liquidez no mercado físic

O mercado de milho fechou o mês de janeiro em queda, com o Indicador ESALQ/BM&FBovespa voltando a operar na faixa dos R$ 65 por saca de 60 quilos, patamar que não era observado desde o final de outubro de 2025. A retração reflete um cenário de liquidez reduzida e maior pressão vendedora em algumas regiões produtoras do Brasil.

De acordo com levantamento do Cepea, ao longo do encerramento do mês, compradores priorizaram o consumo de estoques previamente negociados, realizando novas aquisições apenas de forma pontual. Esse comportamento limitou o volume de negócios e contribuiu para a continuidade da trajetória de baixa dos preços.

Liquidez baixa e maior flexibilidade dos produtores

Do lado da oferta, parte dos produtores mostrou-se mais flexível nos valores praticados, motivada pelo receio de novas desvalorizações e pela necessidade de liberar espaço nos armazéns. Esse movimento aumentou a pressão sobre as cotações, especialmente em um período em que tradicionalmente o milho encontra algum suporte no mercado.

Pesquisadores do Cepea destacam que, em anos anteriores, a colheita da soja e a maior demanda por fretes costumam sustentar os preços do milho nas primeiras semanas do ano. Em 2026, no entanto, esse fator não tem sido suficiente para reverter o movimento de queda.

Estoques elevados limitam reação dos preços

Um dos principais entraves para a recuperação das cotações é o elevado volume de estoques de milho no país. As estimativas apontam cerca de 12 milhões de toneladas disponíveis neste início de temporada, número muito superior às 1,8 milhão de toneladas registradas no mesmo período de 2025 e acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.

O cenário reforça a expectativa de que o mercado siga atento ao ritmo de consumo interno, à evolução da colheita de verão e ao comportamento das exportações, fatores que serão decisivos para a formação dos preços do milho nos próximos meses.

Fonte: Cepea

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