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terça-feira , 9 junho 2026
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Milho recua na B3 após sequência de altas, enquanto mercado monitora safra dos EUA e exportações brasileiras

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Contratos futuros do cereal caíram até 1,9% na Bolsa Brasileira nesta segunda-feira (8), pressionados por movimento de correção e pela competitividade da Argentina no mercado internacional.

O mercado do milho encerrou a segunda-feira (8) com comportamento distinto entre os cenários internacional e doméstico. Enquanto os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram oscilações moderadas e fecharam próximos da estabilidade, os preços na Bolsa Brasileira (B3) recuaram de forma mais acentuada, refletindo um movimento de realização de lucros após os ganhos observados na semana passada.

Clima favorável nos Estados Unidos limita avanços

No mercado internacional, os investidores seguem atentos às condições climáticas das lavouras norte-americanas. O clima favorável no cinturão produtor dos Estados Unidos reforça as expectativas de uma safra volumosa, fator que continua limitando movimentos mais expressivos de alta nas cotações.

Analistas destacam que o milho recebeu suporte parcial da recuperação do trigo em Chicago, mas o cenário de boa produtividade projetada para a safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços. O mercado também aguardava a divulgação do relatório Crop Progress, com expectativa de manutenção das boas condições das lavouras americanas.

Entre os contratos mais negociados na CBOT, o vencimento julho/26 encerrou cotado a US$ 4,18 por bushel, enquanto o setembro/26 fechou em US$ 4,27. Já os contratos dezembro/26 e março/27 registraram estabilidade e leve queda, respectivamente.

Correção técnica pressiona contratos na B3

No Brasil, os contratos futuros do milho recuaram em todos os vencimentos negociados na B3. Segundo consultorias de mercado, o movimento representa uma correção após a valorização impulsionada pela alta do dólar nas últimas sessões.

O contrato julho/26 fechou a R$ 65,50 por saca, com queda de 1,13%. O setembro/26 registrou o maior recuo do dia, de 1,90%, encerrando a R$ 67,49. Os vencimentos janeiro/27 e março/27 também apresentaram desvalorizações.

Outro fator que segue influenciando o mercado é a forte concorrência da Argentina nas exportações de curto prazo. A maior competitividade do produto argentino tem reduzido o espaço do milho brasileiro em importantes mercados consumidores, especialmente na Ásia.

Exportações avançam e ajudam a sustentar o setor

Apesar da pressão sobre os preços, os embarques brasileiros de milho iniciaram junho em ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram média diária de 31,5 mil toneladas exportadas nos primeiros dias do mês, avanço de 70,6% em relação a junho de 2025.

O desempenho das exportações é visto como um fator positivo para o setor, especialmente diante da expectativa de uma grande segunda safra brasileira. A demanda externa deverá continuar sendo determinante para o comportamento dos preços nos próximos meses.

Mercado físico acompanha movimento de queda

No mercado disponível, a maioria das praças monitoradas registrou recuo nos preços da saca. As quedas foram observadas em importantes regiões produtoras do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A exceção ficou por conta do Porto de Paranaguá, que apresentou valorização.

Para os produtores do Oeste da Bahia e demais regiões do Matopiba, o cenário reforça a necessidade de atenção aos movimentos do câmbio, às exportações e às condições climáticas nos Estados Unidos, fatores que continuam ditando o ritmo das cotações globais do milho.

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