O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê o fim do fenômeno La Niña até o final de fevereiro de 2026, com chuvas intensas e temperaturas acima da média afetando diversas capitais brasileiras. Esse enfraquecimento, iniciado em 2020, marca uma transição para a neutralidade climática, influenciando padrões meteorológicos em regiões como Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Com 90% de probabilidade de término, o mês promete condições climáticas desafiadoras para populações urbanas e o setor agronegócio.
Fim gradual do La Niña
O fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, está se dissipando gradualmente. Iniciado em 2020, o enfraquecimento leva a uma normalização das temperaturas oceânicas. Essa mudança não ocorre abruptamente, mas com uma tendência progressiva ao longo de fevereiro de 2026.
De acordo com especialistas, o clima pode manter padrões semelhantes aos do La Niña no início do mês. No entanto, a transição para a neutralidade é esperada até o final do período. Isso resulta em uma probabilidade elevada de retorno às condições normais no Pacífico.
Impactos nas regiões brasileiras
Chuvas acima da média são previstas para as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Capitais como Manaus, Belém, Salvador e Recife devem enfrentar precipitações intensas. Já no Sudeste e Centro-Oeste, cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Goiânia e Belo Horizonte também serão afetadas.
No Sul, Porto Alegre pode registrar variações, mas o foco principal é o calor intenso em diversas áreas urbanas. Temperaturas acima da média agravam as condições, especialmente em fevereiro de 2026. Essa combinação de chuva e calor impacta diretamente a rotina das populações locais.
Declarações de especialistas
O clima não muda de uma hora para outra. Podemos ter padrões semelhantes aos do La Niña no início do mês, mas com uma tendência de normalização.
A meteorologista Naiane Araújo, do Inmet, destaca a gradualidade da transição. Sua análise reforça a necessidade de monitoramento contínuo. O agrometeorologista Celso Oliveira complementa, enfatizando implicações para o planejamento.
É importante monitorar as previsões para planejar as operações.
Repercussões no agronegócio
O setor agronegócio deve se preparar para as variações climáticas em fevereiro de 2026. Chuvas intensas podem beneficiar cultivos em algumas áreas, mas o excesso representa riscos de inundações. Temperaturas elevadas influenciam a produtividade, exigindo adaptações estratégicas.
Especialistas recomendam o uso de previsões atualizadas para mitigar impactos. A transição do La Niña para a neutralidade oferece uma janela para ajustes operacionais. Assim, o agronegócio brasileiro pode navegar melhor pelas condições do mês.
Perspectivas futuras
Com o fim do La Niña, o Brasil entra em uma fase de neutralidade climática, potencialmente estabilizando padrões meteorológicos. No entanto, fevereiro de 2026 ainda reserva desafios com chuvas e calor. Populações em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro devem estar atentas a alertas do Inmet.
Essa mudança reflete ciclos naturais do clima global, influenciados pelo Oceano Pacífico. Monitoramento contínuo é essencial para minimizar riscos. O ano de 2026 inicia com essa transição, moldando o cenário meteorológico nacional.