Setor sucroenergético de Pernambuco enfrenta prejuízo bilionário
O setor sucroenergético de Pernambuco registrou um prejuízo estimado em R$ 0,5 bilhão na safra de 2025, impactado por uma quebra de safra devido à estiagem, queda nos preços da cana-de-açúcar e o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre o açúcar brasileiro. Representantes de entidades como a AFCP, Sindicape e Sindaçúcar reuniram-se recentemente com o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, para apresentar propostas emergenciais ao governo estadual. Um novo encontro está marcado para hoje, 5 de fevereiro de 2026, no Palácio do Campo das Princesas.
Detalhes da quebra de safra e impactos econômicos
A moagem de cana-de-açúcar em Pernambuco caiu 18,3% entre agosto e dezembro de 2025, período principal da safra. O preço médio da tonelada de cana recuou 20,4%, atingindo R$ 137,23, o que agravou as perdas financeiras para as 13 usinas ativas no estado. Esses números afetam diretamente mais de 10 mil fornecedores e cerca de 50 mil trabalhadores do setor.
A estiagem prolongada contribuiu para a redução da produção, enquanto os custos de insumos permaneceram elevados, comprimindo as margens de lucro. Além disso, as tarifas impostas pelos EUA sobre o açúcar brasileiro deprimiram ainda mais os preços no mercado internacional.
Propostas apresentadas ao governo
As entidades do setor, incluindo a AFCP presidida por Alexandre Andrade Lima, Sindicape, Sindaçúcar e sindicatos rurais, propuseram medidas como a distribuição de adubo para mitigar os efeitos da estiagem. Elas também sugeriram a implementação de um projeto do IPA para apoiar a recuperação da safra. Deputados estaduais como Antônio Moraes, France Hacker, Nino de Enoque e Henrique Filho participaram das discussões, reforçando a urgência das ações.
É um dos pleitos que fizemos à governadora Raquel Lyra.
Alexandre Andrade Lima, da AFCP, destacou a importância dessas demandas em conversas com a governadora Raquel Lyra, visando soluções imediatas para o setor.
Perspectivas para 2026 e ações emergenciais
Com o novo encontro agendado para esta quinta-feira, as entidades esperam avançar em negociações com o governo estadual para implementar as propostas. O foco está em medidas que possam estabilizar o setor sucroenergético, crucial para a economia de Pernambuco. Especialistas indicam que, sem intervenções, os prejuízos podem se estender para a safra atual de 2026.
O tarifaço dos EUA continua a pressionar as exportações brasileiras de açúcar, exigindo respostas coordenadas entre produtores e autoridades. O governo de Pernambuco, sob liderança de Raquel Lyra, analisa as sugestões para evitar demissões em massa e falências no setor.