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segunda-feira , 8 junho 2026
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Com oferta elevada e mercado pressionado, preços da manga recuam no Vale do São Francisco no início de fevereiro

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Avanço da colheita derruba cotações da tommy no principal polo produtor do Nordeste, enquanto exportações seguem aquecidas, mas insuficientes para sustentar o mercado interno

A elevada oferta de manga no Vale do São Francisco, importante região produtora que abrange áreas da Bahia e de Pernambuco, tem pressionado os preços da fruta neste começo de fevereiro. Segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea, o aumento da disponibilidade, especialmente da variedade tommy atkins, resultou em forte desvalorização nas negociações realizadas no mercado interno.

Oferta elevada derruba preços no Vale

Na primeira semana de fevereiro, entre os dias 2 e 6, a manga tommy foi comercializada no Vale do São Francisco a uma média de R$ 0,99 por quilo, o que representa queda de 22% em relação ao valor registrado no encerramento de janeiro. De acordo com agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea, o movimento está diretamente ligado ao maior volume colhido e ofertado na região, que concentra boa parte da produção nacional voltada tanto ao consumo interno quanto à exportação.

Livramento de Nossa Senhora tem mercado mais firme

Em contraste com o Vale, o mercado de manga em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia, apresentou preços mais sustentados. Na semana passada, a tommy foi negociada, em média, a R$ 1,24 por quilo. O suporte às cotações veio da redução nos volumes colhidos em municípios vizinhos, o que limitou a oferta disponível e ajudou a conter quedas mais acentuadas.

Exportações seguem aquecidas, mas não evitam desvalorização

No mercado externo, as exportações brasileiras de manga para a Europa continuam em bom ritmo. Ainda assim, conforme destacam os pesquisadores, o volume embarcado não tem sido suficiente para equilibrar o excedente ofertado no mercado doméstico, mantendo a pressão negativa sobre os preços pagos ao produtor.

Perspectiva de recuperação nas próximas semanas

Para as próximas semanas, a expectativa é de possível redução da oferta de manga no Semiárido nordestino, à medida que o pico da colheita seja superado. Além disso, a finalização da safra paulista pode contribuir para um cenário de recuperação gradual das cotações, caso a demanda acompanhe o ajuste na disponibilidade da fruta.


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