O maior portal de notícias do agro brasileiro.
segunda-feira , 10 agosto 2026
Início Agricultura Óleo essencial de murici-do-cerrado combate patógenos em frutas, revela pesquisa da Embrapa
AgriculturaBrasilInovação

Óleo essencial de murici-do-cerrado combate patógenos em frutas, revela pesquisa da Embrapa

230
Plantação de murici-do-cerrado no Cerrado brasileiro, com frutas amarelas maduras, representando pesquisa da Embrapa sobre óleo essencial contra patógenos.

Descoberta promissora no Cerrado brasileiro

Pesquisadores da Embrapa Rondônia e da Universidade Federal de Rondônia (Unir) revelaram que o óleo essencial extraído das folhas da planta murici-do-cerrado demonstra alta eficácia contra fungos e bactérias que afetam frutas pós-colheita. Os resultados, divulgados em 25 de setembro de 2024, apontam para uma alternativa sustentável no controle de patógenos, beneficiando produtores de frutas como banana, mamão e manga. Essa inovação surge em meio a esforços para reduzir perdas econômicas no setor agrícola brasileiro.

Origem e contexto da pesquisa

A planta murici-do-cerrado é nativa do Cerrado, com presença em regiões como Rondônia, Mato Grosso e Goiás. Os testes ocorreram no laboratório da Embrapa Rondônia, no estado de Rondônia, Brasil. Liderada pela pesquisadora Michelli Massaroli, a equipe busca soluções naturais para problemas comuns na agricultura tropical.

Resultados dos testes in vitro

Em experimentos in vitro, o óleo essencial inibiu completamente o crescimento de fungos como Colletotrichum musae em concentrações de 0,5 µL/mL. Além disso, reduziu a proliferação de bactérias como Salmonella spp. O mecanismo de ação envolve a ruptura da membrana celular dos microrganismos, tornando-o uma ferramenta eficaz contra infecções pós-colheita.

Impactos para o setor agrícola

Essa descoberta visa controlar patógenos que causam perdas significativas em frutas, diminuindo a dependência de agrotóxicos sintéticos. Produtores de frutas e o setor agrícola em geral podem se beneficiar de alternativas mais sustentáveis. A redução no uso de químicos promove práticas ambientais responsáveis, alinhadas com demandas globais por agricultura ecológica.

Próximos passos e perspectivas

Embora os testes iniciais sejam promissores, a pesquisa planeja avançar para experimentos em campo. Esses estudos futuros avaliarão a aplicação prática do óleo essencial em cenários reais de cultivo e armazenamento. A partir de hoje, 18 de fevereiro de 2026, os resultados de 2024 continuam a inspirar inovações no manejo integrado de pragas e doenças.

Visão da especialista

A utilização de óleos essenciais de plantas nativas pode ser uma estratégia promissora para o manejo integrado de pragas e doenças, alinhada com a sustentabilidade.

Essa declaração de Michelli Massaroli, pesquisadora da Embrapa Rondônia, destaca o potencial transformador da descoberta. Ela reforça a importância de explorar recursos nativos do Cerrado para soluções agrícolas inovadoras.

Relacionadas

SLC Agrícola exerce direito de preferência para aquisição de portfólio de terras em Mato Grosso

Companhia comunica exercício irrevogável do direito de preferência sobre conjunto de propriedades...

SLC Agrícola reduz orçamentos e adota cautela diante do risco de Super El Niño na safra 2026/27

Empresa reforça estratégia de contenção de custos e ajustes no manejo para...

Cooperativa fortalece agricultura familiar e impulsiona produção de frutas vermelhas na Chapada Diamantina

Unidade em Mucugê amplia renda de produtores, supera 350 toneladas comercializadas em...

Bahia bate recorde na safra 2025/26 de soja com produtividade histórica de 71 sacas por hectare

Produção recorde fortalece o agronegócio baiano, impulsiona exportações e consolida o Oeste...