O agronegócio lidera o crescimento na representatividade feminina em cargos de alta liderança no Brasil, conforme revela o estudo “Mulheres na Liderança” lançado pelo Great Place To Work (GPTW) em 2026. Os dados analisados entre 2022 e 2025 mostram um avanço de 14% para 24% nesse setor, apesar de ele ainda apresentar a menor participação geral de mulheres. Esse progresso destaca a importância da cultura organizacional para promover a equidade de gênero em diversos segmentos econômicos.
Crescimento significativo no agronegócio
O estudo do GPTW examinou dados demográficos dos rankings setoriais das melhores empresas para trabalhar de 2022 a 2025. No agronegócio, o aumento na alta liderança feminina foi o mais expressivo, passando de 14% para 24%. Outros setores, como saúde, tecnologia da informação, indústria, varejo e instituições financeiras, também foram analisados, revelando variações na representatividade.
Apesar do avanço, o agronegócio continua com a menor participação feminina no quadro geral de funcionários. Isso indica desafios estruturais que precisam ser enfrentados para criar um pipeline consistente de lideranças. O GPTW enfatiza que o crescimento observado reflete esforços específicos em certas empresas.
Fatores que impulsionam a ascensão feminina
A ascensão de mulheres à liderança está diretamente ligada à cultura organizacional, segundo o estudo. Práticas como flexibilidade no trabalho, ampliação de licenças parentais e envolvimento de lideranças masculinas em discussões de gênero criam ambientes mais favoráveis. Essas medidas ajudam a promover a permanência e o avanço das profissionais desde a base.
A ascensão de mulheres à liderança está diretamente ligada à cultura organizacional. Empresas que promovem flexibilidade, ampliam licenças parentais e envolvem lideranças masculinas nas discussões de gênero criam um ambiente mais favorável para que elas avancem na carreira. Embora alguns setores apresentem crescimento na alta liderança, a baixa representatividade feminina no quadro geral ainda revela um desafio estrutural: é preciso ampliar o acesso e garantir a permanência desde a base para formar um pipeline consistente de lideranças.
Daniela Diniz, diretora de comunicação e relações institucionais do GPTW, destaca que nas organizações mais maduras, a equidade se integra à estratégia de negócios. Isso vai além de uma agenda reputacional e contribui para resultados sustentáveis. O estudo aponta que tais práticas são essenciais para superar barreiras persistentes.
Desafios e perspectivas futuras
O relatório do GPTW revela que, apesar dos avanços, a representatividade feminina em liderança ainda é baixa em muitos setores. No agronegócio, por exemplo, o crescimento é notável, mas a base geral precisa de mais inclusão. Outros segmentos, como tecnologia da informação e instituições financeiras, mostram progressos variados, demandando ações contínuas.
O que observamos é que, nas organizações mais maduras, a equidade deixou de ser apenas uma agenda reputacional e passou a integrar a estratégia do negócio.
Para o futuro, o GPTW sugere que as empresas invistam em políticas que garantam equidade desde o recrutamento. Isso pode fortalecer a presença feminina em todos os níveis hierárquicos. Com base nos dados de 2022 a 2025, o estudo serve como referência para promover mudanças significativas na liderança corporativa brasileira.