A próxima safra de soja no Brasil deve ser marcada por maior regularidade de chuvas no Cerrado, abrindo espaço para o avanço do plantio antecipado e para projeções otimistas de produção. Com precipitações previstas já em setembro, a semeadura poderá ocorrer de forma mais cedo do que no ciclo anterior, garantindo oferta de soja nova ainda em dezembro de 2025 e principalmente em janeiro de 2026.
Esse cenário é atribuído à formação de um episódio de La Niña de fraca intensidade, com pico estimado para novembro. Diferente do ciclo 2024/25, quando a regularização das chuvas só ocorreu na segunda metade de outubro, a safra 2025/26 tende a contar com maior equilíbrio hídrico na região central e norte do país, sustentando a perspectiva de colheita entre 170 e 180 milhões de toneladas.
A análise é do agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, sócio fundador da Rural Clima. Em entrevista ao podcast Prosa Agro, do Itaú BBA, o especialista ressaltou que a combinação entre chuvas regulares no Cerrado e incremento de área de 1,5% cria um ambiente favorável para uma das maiores produções de soja já registradas.
Apesar da expectativa positiva, o alerta permanece para o Sul do país, que pode enfrentar novamente adversidades climáticas como estiagens, geadas e ondas de frio que afetam sobretudo lavouras precoces.